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domingo, 11 de setembro de 2011

Visão

Você quer entender o mundo, mas esquece que o mundo não te entende.
Você fala, conversa, reflete e tenta compartilhar seus pensamentos, mas ninguém quer saber se um mundo melhor é possível.
Sou eu ou mais alguém percebe que ninguém gosta mais de falar de utopias, sonhos e ideias para ajudar o planeta...
Pessoas que acreditam e tentam falar sobre um mundo justo são tachadas como chatas. Pode isso? Onde estamos?
Você quer entender o mundo, mas esquece que o mundo não te entende.

Eu acredito na mudança. Eu acredito na honestidade! Eu acredito no ser humano. Agora só falta ele começar a acreditar nele mesmo.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O vento e o tempo

O vento me trouxe uma rosa tão delicada.
Eu a colhi, tirei os espinhos e comecei a amar.

O tempo me trouxe os espinhos de uma rosa...


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Triste fim

Luzia Marcolino Silveira, 60 anos, completados hoje. Base de sua família, ela passou a ser considerada mais um número para o Governo Federal nas estatísticas de aposentados. Até ontem ela era um outro dado estatístico, não menos importante, mas pouco valorizado. Não custava nada a ninguém. Ou melhor, era um dado interessante apenas para sua família e a alguém responsável por dar o carimbo final em seus documentos.
Sua primeira atitude de hoje? Comprar um saco de bombons Sonho de Valsa, na verdade ela queria um de Ouro Branco também, mas a aposentadoria não lhe foi tão grata assim. Ela recebe o mínimo, igual a seu marido. Juntos, têm uma renda de R$ 930,00*, uma filha de 16 anos para criar e inúmeras contas a pagar. Todas obtidas graças à indisposição física para o trabalho. Faxineira desde que se entende como gente, Luzia tem problemas nos braços, não aguenta muito trabalho.
Luzia não se importa de poder comprar apenas um saco de bombom, nem com as dores no braço. Ela está feliz. O incomodado sou eu. Incomodo-me de vê-la nessa situação. Digo, estou feliz por vê-la feliz e aposentada. Mas triste pelo contexto, pois ela vai parar de fazer faxina na minha casa.

*texto escrito em 2009





quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um livro da vida

Um dia quero escrever um livro e nele contar muitas coisas.
Não se preocupem, pois ele não terá nada da minha vida. Mas vai falar de vida.
Da boa vida que é possível, de um mundo melhor, da utopia, do amor e de uma palavra chamada esperança.
Tão difícil de soletrar às vezes, E-S-P-E-R-A-N-Ç-A passou de adjetivo para uma palavra arcaica.
Mas o livro não vai falar apenas disso, mesmo devendo um capítulo inteiro a ela.

Vou resgatar nesse livro um tempo em que as crianças jogavam bola no gramado da igreja. Dos finais de semana no sítio dos avôs, onde sumíamos de manhã e aparecíamos à tarde com bolsas de laranja para nossos pais.
Vou tentar falar das voltas de bicicletas por todos os cantos da cidade, sozinhos ou acompanhados.

Quem sabe abro um espaço até para aquele senhor que achou um montão de dinheiro na rua e ficou meses atrás do dono para devolver. Nesta parte quero dar atenção em especial ao termo Honestidade.

E como poderia deixar de fora uma expressão que aprendi muito cedo, a Utopia. Afinal, quando olhamos no horizonte nossos sonhos, a cada passo que damos em sua direção, o horizonte se afasta um passo.

Por fim, não poderia deixar de fora um substantivo-adjetivo-advérbio-verbo-locução-motivador-sentimento-etc, o amor! Não sei quando ele vai deixar de existir, e se vai. Mas quando deixar então nenhum dos outros termos fará mais sentido, seja a utopia, a vida ou a esperança.
O amor é o ingrediente principal, mas normalmente as pessoas fazem questão de trazer junto o ódio. E esse é capaz de destruir tudo.

Mas se chegar a escrever este livro sobre a vida, o que é uma utopia, então haverá esperança, pois para ele existir terá de existir amor em pelo menos em um ser.
E isso basta para mudar o mundo!

domingo, 24 de julho de 2011

Hipocrisia

Não existem razões, emoções, sentimentos
Sou frio e calculista
Meu coração não bate
Antes mesmo de viver, já estava morto
Antes mesmo de querer, já jogava fora
Sou seco, irônico, sarcástico
Não tenho vida, amor ou fé
Não sei quem sou
O que sou...
Não desejo, mas pego
Não me apego
Não tenho alma, coração ou cérebro

Tenho medo
Tenho esperança
Tenho...
...mas não tenho nada

Sou vazio!




quarta-feira, 20 de julho de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Próxima estação!

- É preciso esperar.
Responde calmamente o guarda.
- Mas o trem está partindo.
Retruco, com medo de perder a viagem.
- Só mais alguns segundos.
Rebate, sem a menor pressa de me deixar passar.
Irrito-me. Desespero-me. Fico imaginando se o guarda não entende que aquele trem é único e não posso perder.
- Mas seu guarda...
Antes de terminar a frase o trem deixa a estação. O guarda olha para mim e mostra não se importar.
Percebo que dirigir minha raiva a ele não me ajudaria. Respiro. Penso. Então olho para trás e vejo inúmeros trens. Eu precisava apenas de tempo para pensar.
Afinal, aquele trem que eu pegaria definiria minha vida!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sem vergonhas de falar o que penso!

Quanto mais o tempo passa, mas você percebe.
Que se irritar é fácil. Achar soluções é o problema.
Criticar é automático, elogiar não vem espontaneamente.
Amar é simples, o complicado é conseguir dividir este amor.
Pedir não custa nada, mas atender é difícil.

Sempre espero que as pessoas mudem o mundo, mas esqueço que tudo, tudo, começa dentro de mim.

Mudar o mundo é fácil. O complicado é aceitar que antes preciso mudar o meu “eu”. E esta é a parte difícil...

domingo, 10 de julho de 2011

Você

Não pretendo ler versos
Não vou pensar em verbos
Nesta noite só penso em uma coisa!

terça-feira, 28 de junho de 2011

A verdadeira proposta do governo de SC para os professores

Ato de mentir, engano propositado (falsidade), história falsa (patranha, peta, tanga), aquilo que engana ou ilude (fantasia, ilusão). Esta é a definição que o Dicionário Priberam traz sobre a palavra Mentira. Não é preciso acrescentar nenhuma palavra para descrever o que o governo do Estado de Santa Catarina vem anunciando nas mídias, com um dinheiro que ele diz não ter. Duvida? Vamos aos fatos então. Para exemplificar vou pegar a folha de pagamento de um professor, deixando claro o porquê da Mentira do governo. No caso, o professor é meu irmão, por isso posso dar dados reais.

Antes da greve e da decisão do STF do piso nacional para os professores a folha dele era de R$993 (vencimento inicial) + R$200 (prêmio educar) + R$120 (vale alimentação) + R$248,25 (regência de classe 25%) + R$397,20 (oito aulas excedentes), totalizando R$1.958,45 (bruto, na conta final isso cai para cerca de R$1.350). Agora vamos a proposta do governo. São R$1.380 (vencimento inicial) + R$0 (prêmio educar) + R$120 (vale alimentação) + R$234,60 (regência de classe 17%) + R$276 (oito aulas excedentes), totalizando R$2.010,60.

Um aumento, que a primeira vista aparenta ser de R$52,15, o que por si só já é um absurdo. Mas se consideramos o desconto do Imposto de Renda e do IPREV (fundo de aposentadoria) o aumento real passará a ser de apenas R$1,90. É preciso lembrar que o piso nacional, obrigatório por lei, e que o governo não cumpre, é de R$1.187,97, respeitando abonos e plano de carreira, já que estes são direitos conquistados pelos professores ao longo de toda a jornada e não podem ser simplesmente ignorados.

Isso é justo? Será que é por este aumento que os professores catarinenses pararam desde o dia 18 de maio? Achatar o plano de carreira, cortar e acabar com benefícios, não é atender as reivindicações dos professores, mas sim mais uma forma de mentir para a sociedade. O governo não pode passar por cima de uma classe, a classe que educa crianças e jovens. É claro que estes profissionais estão preocupados com seus salários, mas minha maior preocupação é com a educação de nosso estado. Afinal de conta se aquele, que escolhemos nosso representante pelo voto democrático não se importa com a educação, quem vai nos ajudar? O povo não pode esquecer disso, pois nenhuma grande mudança parte de lideres, elas partem da massa, do povo, da sociedade civil organizada.

segunda-feira, 13 de junho de 2011