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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Todos esperam


Vamos cruzar os braços e ver o que acontece.
Afinal, somos socialmente incapazes de sobreviver um ao outro.
Somos individualistas, egoístas e totalitaristas.

O mundo de ditaduras se rompeu com a sociedade de rede, mas um mundo individual emerge.

Aprendemos a sobreviver, mas ninguém nos ensinou a amar o próximo.
Amar, sinal de fraqueza. E fraqueza não tem vez quando o mercado manda devorarmos os mais fracos.



Se eu acreditasse nessas palavras, aí então seria fraco.
Neste novo mundo, os fracos dominam, infelizmente, mas apenas por enquanto.

Até quando?

Que tal descruzar os braços?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tempo

Às vezes tudo fica lento e de repente as coisas passam mais rápidos do que são de verdade. Sei que é loucura, mas a realidade as vezes se transforma em algo desconhecido. Rápido, lento. Sempre muda. Sempre altera. Nunca é igual. No fim sempre sei como por tudo no tempo presente, mas se me perguntar o que faço, não lembro. Apenas está normal agora... Até quando eu também não sei. Mas sei que sempre haverá o presente, seja rápido ou lento.

domingo, 6 de novembro de 2011

sábado, 5 de novembro de 2011

Cliente mal atendido

Peço ao garçom para mudar o mundo. Sento na cadeira. Espero meu pedido. Vejo outras mesas serem atendidas. A minha continua vazia. Chamo o garçom. Ele diz que o prato é mais difícil, pois a cozinheira é nova e vai levar mais alguns minutos. Espero tais minutos. Chamo o gerente. Chamo o dono do restaurante. Falo mal do atendimento. Levanto. Prometo não voltar ali. Saio. Novamente vou ter que deixar para mudar o mundo em outra ocasião...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Amizades

Você vive na verdade ou na mentira?
Você vive para mentir ou para buscar a verdade?
Você mente se negar!
Você nega porque mente!

Você vive
Desilusão
Traição

Ferro
Punhais
Sangue

Vida!

Amizade
Esperança
Sorrisos

Vida!

Se um amigo pode lhe trair, mil outros lhe serão fieis...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Reflexo

Você olha pela janela e vê crianças no seu quintal. Um passo atrás e consegue se ver rapidamente no reflexo do vidro. Um homem com cabelos brancos, pele enrugada, sorriso triste e olhos profundos. Você tenta descobrir quem é aquele homem, ou melhor, como ele ficou assim.
Depois de 80 anos o tempo foi generoso quanto à saúde. Você não aparenta oito décadas, mas o que mais lhe toca é aquele sorriso triste. Você, um cara feliz, sempre alegre. Agora não consegue sorrir, nem olhando seus netos brincarem no balanço.
Você se perdeu em algum lugar, em algum tempo, mas não consegue lembrar. Pela primeira vez, depois de décadas, você sentiu um estalo e percebeu que “falta algo”. Você não se contenta com esse sorriso triste. E como poderia?
O tempo passou e a cada dia você pensava que já era tarde de mais, mas hoje você consegue ver. Um reflexo lhe respondeu, lhe tirou das sombras e agora lhe dá uma nova chance.
Oitenta anos agora parecem 24...


“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim” (Chico Xavier).

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Coisas boas


Um doce pela doçura das flores
Um abraço pelo calor de um gesto
Um beijo pelo carinho de um olhar

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Simples assim...


Um dia você aprende que ir em frente, significa ir em frente.
Descobre que as pessoas mais confiáveis, são aqueles em que você mais confia.
Percebe que a vida, merece ser vivida.
Sente que saudade se acaba com um encontro.
Que mentira não é verdade, e a verdade sempre é mais honesta.

No fim, você compreende que é tudo tão simples, mas que o mais simples de tudo é complicar as coisas.

Viva!
Simples assim...

domingo, 11 de setembro de 2011

Visão

Você quer entender o mundo, mas esquece que o mundo não te entende.
Você fala, conversa, reflete e tenta compartilhar seus pensamentos, mas ninguém quer saber se um mundo melhor é possível.
Sou eu ou mais alguém percebe que ninguém gosta mais de falar de utopias, sonhos e ideias para ajudar o planeta...
Pessoas que acreditam e tentam falar sobre um mundo justo são tachadas como chatas. Pode isso? Onde estamos?
Você quer entender o mundo, mas esquece que o mundo não te entende.

Eu acredito na mudança. Eu acredito na honestidade! Eu acredito no ser humano. Agora só falta ele começar a acreditar nele mesmo.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O vento e o tempo

O vento me trouxe uma rosa tão delicada.
Eu a colhi, tirei os espinhos e comecei a amar.

O tempo me trouxe os espinhos de uma rosa...


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Triste fim

Luzia Marcolino Silveira, 60 anos, completados hoje. Base de sua família, ela passou a ser considerada mais um número para o Governo Federal nas estatísticas de aposentados. Até ontem ela era um outro dado estatístico, não menos importante, mas pouco valorizado. Não custava nada a ninguém. Ou melhor, era um dado interessante apenas para sua família e a alguém responsável por dar o carimbo final em seus documentos.
Sua primeira atitude de hoje? Comprar um saco de bombons Sonho de Valsa, na verdade ela queria um de Ouro Branco também, mas a aposentadoria não lhe foi tão grata assim. Ela recebe o mínimo, igual a seu marido. Juntos, têm uma renda de R$ 930,00*, uma filha de 16 anos para criar e inúmeras contas a pagar. Todas obtidas graças à indisposição física para o trabalho. Faxineira desde que se entende como gente, Luzia tem problemas nos braços, não aguenta muito trabalho.
Luzia não se importa de poder comprar apenas um saco de bombom, nem com as dores no braço. Ela está feliz. O incomodado sou eu. Incomodo-me de vê-la nessa situação. Digo, estou feliz por vê-la feliz e aposentada. Mas triste pelo contexto, pois ela vai parar de fazer faxina na minha casa.

*texto escrito em 2009





quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um livro da vida

Um dia quero escrever um livro e nele contar muitas coisas.
Não se preocupem, pois ele não terá nada da minha vida. Mas vai falar de vida.
Da boa vida que é possível, de um mundo melhor, da utopia, do amor e de uma palavra chamada esperança.
Tão difícil de soletrar às vezes, E-S-P-E-R-A-N-Ç-A passou de adjetivo para uma palavra arcaica.
Mas o livro não vai falar apenas disso, mesmo devendo um capítulo inteiro a ela.

Vou resgatar nesse livro um tempo em que as crianças jogavam bola no gramado da igreja. Dos finais de semana no sítio dos avôs, onde sumíamos de manhã e aparecíamos à tarde com bolsas de laranja para nossos pais.
Vou tentar falar das voltas de bicicletas por todos os cantos da cidade, sozinhos ou acompanhados.

Quem sabe abro um espaço até para aquele senhor que achou um montão de dinheiro na rua e ficou meses atrás do dono para devolver. Nesta parte quero dar atenção em especial ao termo Honestidade.

E como poderia deixar de fora uma expressão que aprendi muito cedo, a Utopia. Afinal, quando olhamos no horizonte nossos sonhos, a cada passo que damos em sua direção, o horizonte se afasta um passo.

Por fim, não poderia deixar de fora um substantivo-adjetivo-advérbio-verbo-locução-motivador-sentimento-etc, o amor! Não sei quando ele vai deixar de existir, e se vai. Mas quando deixar então nenhum dos outros termos fará mais sentido, seja a utopia, a vida ou a esperança.
O amor é o ingrediente principal, mas normalmente as pessoas fazem questão de trazer junto o ódio. E esse é capaz de destruir tudo.

Mas se chegar a escrever este livro sobre a vida, o que é uma utopia, então haverá esperança, pois para ele existir terá de existir amor em pelo menos em um ser.
E isso basta para mudar o mundo!