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quinta-feira, 27 de maio de 2010

P.S.

O funcionário chega ao serviço e encontra uma carta do seu chefe.


Memorando Interno 345/10

Luís Silva, em virtude do seu banco de horas, você está de folga hoje (24/5) e o resto da semana. Segunda-feira (31/5) traga sua Carteira de Trabalho no RH para que nenhuma hora seja descontada. E não esqueça de vir de crachá.


Att.

Artur Lourenço / Diretor

P.S.: Você está demitido.


Post Scriptum uma merda, P.S. é igual a Puta Sacanagem!

domingo, 23 de maio de 2010

Sorria!

Sorriam meus amigos, sorriam!

Sorria para uma criança,
sorria para um idoso,
sorria para seu amigo.

Abra sua alma,
liberte o que há de bonito em você.

Sorria meu amigo, sorria!

Viva...
Sem medo do amanhã!

sábado, 22 de maio de 2010

Uma hitoria quase real

Vou conta uma historia em um tempo não distante...
Era uma vez em um sábado de rock roll em uma cidade vizinha... La pelos vales do rio maior.
Após algumas cervejas de qualidade (não citarei o nome, pois não recebo nada para fazer propaganda pra Heineken)
Tenho a idéia de desafiar a Camila, e digo ao amigo Zanin?
Szymanski: ei Zanin, Vamos dar um uísque pra Camila?
Zanin: Vamos, eu pago.
Camila: uísque não... ta bom eu bebo um pouco.
La foi eu feliz e comprei um uísque da marca Johnny Walker
Disse ao barmen?
-3 pedras de gelo, por favor.
Fui atendido e retornei a mesa que se encontravam. Zanin, Camila, lici e gaby
Coloquei o copo na mesa...
A Camila me olha com quem diz “ta brincando comigo, não vou beber isso”
Da um suave gole no uísque, retirando seus lábios do copo e depositando o mesmo sobre a mesa, sorri e pronuncia algumas palavras entre risos...
Rapidamente Camila, leva sua mão em direção ao copo e novamente, como em um golpe de vida e morte, pega o copo, como se fosse parte de si, olha intensamente para o uísque, que pedia para ser degustado.
E em um brusco gole, vira todo o copo de uísque.
Todos pararam de rir e olham se entre si, procurando uma resposta para aquilo.
Mais não tinha mais jeito ela tinha dado um fim ao uísque.
Eu queria um gole daquela dose, mais fui negado de saborear pelo exclusivismo de Camila com o uísque.
Camila faz questão de olhar para mim e dizer...
-não fez efeito.
Eu simplesmente sou risadas...
O bom e velho rock continua embalar a noite, após uns 5 minutos escuto um comentário.
-não sinto mais meu rosto.
Seguindo de uma forte risada com sagacidade provocada pelo uísque...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

la libertad

Estamos em um mundo livre, tão livre que a liberdade é excedida.
Mas como a liberdade pode ser excedida?
Se há algo nesse mundo que é definido é a liberdade, o ser livre, o fazer o que quiser.
A liberdade é pragmática, é atual.
Tão atual, que foi excedida.
Não veja isso como um ato contra a liberdade. Não mesmo. Mas o sentimento de liberdade sem regras tem ocasionado demasiadas aflições.
A liberdade, aquela sonhada em tantas utopias, foi modificada. Alteraram o sonho, mudaram o presente.
As pessoas vêem liberdade como o ser livre, sem deveres e responsabilidades.
Esqueceram do velho clichê “a sua liberdade termina quando a do outro começa”.
Esqueceram que liberdade não é apenas um sentimento e, infelizmente, tampouco uma realidade. Mas pode ser!
Parece contraditório, mas não é!
Liberdade é mais do que uma utopia, é algo que cada um cria dentro de sua vida.
Uma vida sem liberdade não deve ser vivida, por isso cada um cria a sua própria liberdade.
Encontramos o problema! Criamos a liberdade. E muitas vezes, excedemos...

sábado, 1 de maio de 2010

Poema da Prole

Sou brasileiro
Sei
Sou um TrabalhaDor
De sol a sol
Pois devo a um EmpregaDor


Aquele
Que é o ManipulaDor
Que coordena, manda e desmanda
Mas não sente a Dor


Sou peão
E o MandaDor
Um SonegaDor
CausaDor de tantas injúrias


No fim
Acabo sendo um AmaDor
Não que eu goste


Mas sou brasileiro
VivenciaDor
Não SofreDor


Vou firme
Pois no fim
Sempre há um CantaDor


Minha Dor não interessa
Não conta história
Mas ela tem um propósito
Ela move meu país


Move a economia, indústria, comércio
Até uma tal de Bolsa de Dores
Na verdade nunca soube
E acho que nunca vou saber o que significa tudo isso


Só sei
Sou brasileiro
Sou TrabalhaDor

(Texto postado em fevereiro, mas fiz questão de trazê-lo para cima pela data de hoje)

Primeiro de Maio

Um carpinteiro
Servente de pedreiro, jardineiro
Nas mãos calos das ferramentas
Na idéia a necessidade de prosseguir
No cadáver o cansaço físico

Um economista
Executivo, advogado
Nas salas de trabalhos informatizados
Nas idéias a fadiga
No corpo a ilusão

Todos explorados
Iludidos e consumidos
Escravos do sistema
Iludidamente afortunados

Primeiro de maio
Festejo e bebida
Sorteio de brindes
Abraço no patrão “amigo”

Segunda feira produção
Após uma estúpida ilusão
Agora todos cegados
Direitos não conquistados

O patrão demanda mais do pião
Volta se o feijão-com-arroz então
Cansaço engano ingratidão
Tudo outra vez então

Mais hoje é fascínio
Esqueça o amanha
O chefe é nosso amigão
Um brinde pra ele povão

Viva o dia do trabalhador
Viva o dia da exploração
Sindicatos, as lutas dizem não
Viva a acomodação

Rodrigo szymanski
01/05/10

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Banheiro do clube

Miguel entra no banheiro do clube e se depara com uma cena nojenta. Um estranho urinava nas paredes como se estivesse pintando um quadro. Miguel então decide interferir.
- Pare com isso. Podia ser a sua mãe que teria que limpar toda essa nojeira. Você não tem noção das coisas.
O estranho olha firme para Miguel e responde.
- Mas era minha mãe que limpava esse banheiro e ontem eles a demitiram depois de 20 anos de serviço. Humilharam ela na frente das pessoas e a jogaram porta a fora e sabe porque? Porque ela era honesta e não quis aceitar uma proposta indecente do presidente do clube.
Miguel pensa um pouco, anda até o estranho, se põe ao seu lado, abre o zíper e começa a urinar.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Delírios de um Poeta

O poeta senta em sua cadeira, olha pela persiana para a grama molhada, mas nada lhe vem em mente.
Ele ainda pode sentir o cheiro da chuva, que tomou conta do céu durante todo o dia, mas não consegue lembrar-se dos pensamentos que o fizera sentar ali.
Pensa, olha, fecha os olhos e então se lembra.
Paz!
Sim os pensamentos eram de paz.
Ele estava sentado ali para tentar descrever o que sentirá naquela tarde, andando no bosque, sentindo a fina chuva que cai.
O cheiro das árvores parecia que voltava a suas narinas.
Fechando os olhos ele conseguia estar dentro de seus pensamentos, como um fantasma, mas de carne e osso.
Não havia coisas impossíveis naquele instante, afinal era ele que ouvia o canto dos canários, bentevis e tucanos.
Fechando os olhos ele voltava àquele estado de nirvana que o invadirá no bosque.
Mas ele precisava estar de olhos abertos.
Ali estavam poeta, chuva, grama, papel e caneta.
Depois de alguns segundos, apenas papel e caneta, pois sem o poeta a chuva e a grama já não tinham valores.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Foi um prazer

(Homenagem a minha turma de Jornalismo - texto escrito em julho de 2009, em ocasião da minha última fase cursando Jornalismo)

Depois de uma longa jornada, enfim, o caminhante chega ao seu destino. Somos todos caminhantes e chegamos ao fim de mais uma etapa. Acabaram as aulas. Há duas semanas eu não dava tanto valor a esse dia. Hoje já estou com saudades. Foram três anos e meios, entre risos, brincadeiras, choros e brigas. Foram três anos inesquecíveis, ao lado de pessoas inimagináveis. Foi um prazer estar ao lado de vocês. Entre colegas, amigos e amigos do peito, criei uma família. Um grupo, que pode até não ser o mais unido, mais que foi o meu grupo nesses últimos semestres. No fim, vejo que queria mais alguns dias com vocês, mas o meu adeus já foi dado. O que tenho a fazer agora é aguardar pelos encontros ocasionais - é tão duro dizer que nossos encontros serão ocasionais. Aguardar por aquele forte abraço nos primeiros reencontros. Forte abraços que com o tempo serão substituídos por pequenos acenos, assim é a vida, infelizmente. Fico imaginando o que será de cada um de nós. Não sei dizer. Mas sei que essa será uma pergunta constante de nossos reencontros. Talvez nossas conversas se resumam a isso, a saber como e onde estão. Talvez nem isso. Acima de tudo, quero dizer que sentirei a falta de vocês, daqueles que fizeram parte da melhor época da minha vida.
Aguardo pelos fortes abraços ao longo dos anos e rezo para que eles não cessem com o tempo. Rezo para que a maioria de vocês não se tornem ocasionais.
Foi um grande prazer, os levo para minha vida.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Religião, Páscoa e Crise

Quem me conhece sabe que sou católico, mas há algum tempo estou em crise sobre minha [ou não] religião. Digo isso porque acho que a verdadeira fé é aquela expressada fora de quatro paredes, com atitudes e gestos. Não acho que o ir à igreja, o seguir rituais ou sacramentos seja algo tão indispensável [me crucifiquem se estou errado, mas é assim que penso]. Acho que o indispensável é a forma como agimos perante a sociedade..

Mas, como todo bom filho de uma boa mãe e de um bom pai [falo sério], vou a missa, às vezes, e como é páscoa, fui na vigília e também subi o calvário e é aqui que entra o porque desse texto. Subindo o morro, lendo as estações, quinze no total, percebi que ali moram aprendizados, ensinamentos, traduções da vida do ser humano. Aquele caminho em que Cristo percorreu nos seus últimos dias é na verdade os caminhos que percorremos diariamente.
Na primeira estação vemos a condenação à morte. Quantas vezes somos acusados de coisas que não somos? Nossa sociedade nos julga pela imagem e esquece de ver quem verdadeiramente somos. Talvez por medo de ver o que somos capazes de fazer.
Em seguida é colocado sobre Cristo a cruz e ele passa a carregá-la, mesmo sem forças para isso. Cada um de nós tem sua cruz. Diariamente olhamos para nossos ombros e tememos não conseguir levá-la adiante, mas somos teimosos e seguimos. Ele seguiu, mesmo carregando a cruz que não lhe pertencia e muitas vezes nós também carregamos cruzes que não são nossas, mas somos forçados a isso. Mas aqui já entra a estação em que Simão carrega a cruz de Cristo.
Na terceira, sétima e nona estação Cristo cai. Vejam só, ele não caiu apenas uma vez, mas três. Essa é uma das principais mensagens que vejo aqui. Pois as quedas são constantes durante nossa vida. Vamos cair sempre, para sempre nos levantarmos. Cada queda é um aprendizado e aquele que enxerga assim com certeza levanta mais forte.
Há o momento em que Cristo encontra sua mãe. Em nossa vida, por várias vezes vamos encontrar nossa mãe. As mães nos dão força, mostram que todo o sofrimento que passamos não será em vão. Elas nos amam acima de tudo.
Na sexta estação Verônica limpa o rosto de Cristo. Mesmo quando todos estão contra nós e nos jogam pedras, haverá alguém que estenderá uma mão. É só olhar bem na multidão que veremos um amigo. Aqui também entra o encontro com as mulheres de Jerusalém. Pessoas que choram por nossas quedas.
Então, despojam Cristo de suas vestes, o deixam nu. Na vida, há inúmeros momentos em que nos deixam sem chão, em que nos tiram tudo aquilo em que acreditamos. A sociedade, às vezes [ou sempre], é cruel, mas mesmo assim precisamos continuar, nus.
Em seguida o pregam na cruz. Dor. Nudez. Multidão contra. Raras as pessoas tem que passar por isso, mas há quem passe. Cristo persistiu, ele não parou. Não podemos parar, precisamos continuar sempre.
A próxima estação demorei para entender, que é quando ele morre. Só fui entendê-la quando cheguei à décima quinta estação, à ressurreição. Há momentos em que precisamos morrer, simbolicamente, para que então renasçamos. Nem sempre seguimos caminhos corretos, muitas vezes nos desviamos do que é certo, então precisamos recomeçar, morrer para ressuscitar.
Antes da ressurreição ainda há estação em colocam Cristo nos braços de sua mãe. Quem nunca voltou para a mãe quando precisava recomeçar? Voltar ao inicio é a melhor forma para ter um novo começo. Aqui também entra o momento em que ele é enterrado, precisamos muitas vezes enterrar o passado para poder ressuscitar. Para poder seguir em frente..

Talvez isso seja apenas uma completa viajem..
Mas eu vejo assim nesse momento.
E já que a vida é feita de momentos..

quarta-feira, 31 de março de 2010

Você escolhe. Você é. Você faz!

Depois de um tempo você começa a entender porque faz o que faz. Porque das escolhas que fez. Percebe que você é o que, pois escolheu ser assim.
Fazemos o que fazemos, somos o que somos. Tudo por um simples motivo: Sobrevivência.
Para alguns pode soar estranho, mas sobreviver é viver, de uma forma em que você tenha o controle. Você escolhe. Você é. Você faz!

Eu escolhi ser jornalista. Por quê?
Primeiro porque amo ler e escrever, mas isso não é o principal, não é o essencial.
Demorei um pouco para entender isso, mas o que me faz sentir mais vivo é ultrapassar meus limites, vencer meus medos.
No jornalismo eu faço isso diariamente!
O jornalismo me põe em situações que se eu pudesse empurraria para outros fazer, mas não posso.
Então faço. Pronto. Simples. E gratificante.
O jornalismo me obriga a desafiar meus medos diariamente e sabe o que é mais incrível?
Não tenho medo disso, pois passei a gostar de me desafiar, de desafiar àquilo que me limita.
Passei a gostar de viver mais do que tudo!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Medos

Tenho medo do pôr-do-sol
Da nostalgia
Tenho medo de amar
De fechar os olhos
Tenho medo de escuro
Da solidão

Tenho medo dos meus medos