terça-feira, 24 de novembro de 2009
Amigo, amigos..
Não reclamo de ter amigos, pois, sei que aonde for, terei pessoas para me apoiar e ajudar [imagino que seja assim], mas a questão é, tenho amigos demais [ou não].
Em festas de aniversários, formaturas, casamento [porque esse será apenas um] é complicado fazer uma lista. Como posso convidar fulano e não sicrano?
Isso me deixa louco. Ter que decidir. O que faço? Convido..
Mas também tenho um grupo de amigo que se prevalece sobre mim, na verdade, também faço isso sobre eles. São os companheiros. Pessoas que sabem a “palavra mágica” a ser dita para que eu, ou qualquer desses amigos, faça algo. Ninguém nega quando se fala a “palavra” [vejo as coisas assim pelo menos]. Aí já sabem, fazemos coisas que nossos amigos queriam fazer [não que não queríamos, mas estamos apenas seguindo “ordens”] e não o que queremos. [;)]
Por fim. Amigo é amigo. Prefiro ter vários a nenhum. Queimo minha mão por eles.
[C é C, F é F]
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Querer
Nós, longínquo azul do céu;
Olhares forasteiros afastados
São teus olhos claros
Duvidosa cobiça profana
Diz-me sem versos que me almejas
Historias atravessada antagônica
Contemplar solicitando beijo
Somente uma fragrância
Apreciar-te me insana
Ao ponto de implorar
Seu corpo despido ao meu.
Rodrigo Szymanski
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Sinta a juventude!
A maioria envelhece seus corações antes mesmos de ele passar pela tensa, mas doce juventude.
Não permitem assim que os seus pulmões respirem esse ar completo de sonhos e utopias.
Esquecem que suas pernas foram feitas para voar e os braços para não deixar se apegar.
Os adultos, os idosos, os que já partiram.
Esses dariam tudo para sentir a juventude.
Mesmo aqueles que nunca a tenha sentido, pois são inúmeras a história que seus amigos contam sobre ela.
Cante poemas.
Soletre músicas.
Converse aos berros.
Abra o coração, liberte seu corpo, ilumine sua mente, sinta a juventude.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Imortal
Era noite de sábado e lá estavam três gerações de homens. O pai Jorge, de 65 anos, o filho Miguel, de 35, e o neto Lucas, de 5. Jorge permanecia sentado, imóvel, com um olhar frio e fixo. Ele não via nada, não sentia nada. Há 10 anos Jorge sofreu um derrame e perdeu toda a memória, como também a capacidade de guardar lembranças. O que tinha ocorrido com ele? Os médicos não sabiam explicar. Há dez anos sua esposa Antonia lutava dia-a-dia para cuidar de seu amado. Dez longos anos, em que ela aguentava sem reclamar.
Mas aquela noite era especial, pois lá estava a família reunida com pai, mãe, filho, nora e neto. As mulheres cozinhavam e conversavam. Os homens estavam na sala. Jorge continuava imóvel, Miguel lia uma revista de carros e Lucas brincava com peças de lego, que pareciam nunca encaixar.
Lucas então abriu um sorriso, havia montado um pequeno boneco. Ele, então, chamou pelo seu pai, que o ignorou. Assim, foi em direção ao seu avó.
- Vô, olha vô. Vô.
Lucas era incapaz de entender porque ele não respondia e continuou tentando. O barulho chamou a atenção do velho, que ficou observando o garoto, sem emoções. Foi quando Miguel sem enfureceu com seu filho.
- Não incomoda o vovô Lucas, você sabe que não pode perturbá-lo.
Lucas não deu atenção para seu pai. Que partiu em sua direção. Foi quando Miguel teve uma surpresa ao ver que os olhos de seu pai olhavam fixo para Lucas. Até parecia que ele se inclinava para vê-lo melhor. Mas ignorou e continuou indo em direção ao filho. Parou novamente. Não porque quis, mas porque seu pai o indicava com a mão para parar. Miguel não entendia aquilo. Normalmente ele não demonstrava atitudes assim. A maios surpresa foi quando Jorge lançou suas mãos e com uma sutileza que só os avôs têm, colocou o neto no colo.
- Como você se chama garotinho?
- Lucas vô.
- Vô? Você é filho do Miguel então?
- Sim vô. Olha o boneco que eu fiz vô.
Miguel assistia a cena incrédulo. Não acreditava na conversava que via. Não acreditava que seu pai lembrava-se dele. Há dez anos que ele não ouvia seu pai falar seu nome. Avô e neto conversaram e logo Jorge colocou Lucas novamente no chão. Jorge, então, levantou e foi em direção a seu filho.
- Quanto tempo estive fora?
- Dez anos pais.
- Dez anos. Nossa. Desculpe filho, devo ter dado trabalho e também a sua mãe. Sua mãe. Onde está Antonia?
- Na cozinha pai, com sua nora Clara.
- Você casou com a clara então? E teve esse lindo filho. É uma pena eu ter perdido tudo isso.
Após um pouco mais de conversa Jorge se dirigiu a cozinha. Ao entrar pela porta viu o amor de sua vida, Antonia. Ao vê-lo ela deixou cair o copo que segurava. Ela soube no ato que seu marido estava ali de novo, em alma e corpo. Ela percebeu ao ver um brilho nos olhos de Jorge. Um brilho que não via há dez anos.
- Antonia.
Jorge a chamou e ela chorando veio ao seu encontro. O abraço foi mais do que emocionante, foi forte e macio, apertado e livre. Foi um abraço de vida. De saudade. De amor.
Os quatro passaram longas horas conversando naquela noite. Jorge ficou sabendo de tudo que tinha ocorrido naquela década com sua família, amigos e mundo. Ao finda da noite todos foram para seus quartos. Antonia, depois de dez anos, dormiria com seu amor de verdade e não um desconhecido.
Antes de dormir, ambos sentados sentaram na cama e se amaram, com carinho, um carinho que só os idosos sabem demonstrar. Sem volúpias e menosprezo. Olhavam-se um ao outro. E assim deitaram. Abraçados como se fossem dois jovens com medo do amanhã.
- Antonia, como é bom poder senti-la. Você deve ter passado por tantas coisas ruins. Me perdoe meu amor.
- Eu te amo Jorge, faria tudo de novo.
- Fomos abençoadas Antonia. Pense sempre assim. Recebemos um presente esta noite, quando consegui voltar ao convívio dos meus amados. Quando pude senti-la novamente.
- Sim, eu sei Jorge, fazia tudo por você sabendo que você não voltaria a ser como antes. Mas sempre tive esperança. Amo-o como quando nos apaixonamos.
Foi assim, entre falas de amor e carinhos que ambos adormeceram. De manhã, quando Antonia despertou, percebeu que Jorge estava frio. Mas mesmo assim ficou ali abraçada a ele. A morte não a assustava, pois a vida lhe tinha sido muito grata. Antonia estava sozinha novamente, mas com a certeza de que havia amado a pessoa certa. Com seu amor imortal.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Escolhas²
Porque seguimos em frente?
Talvez, porque não nos é dado escolha.
Ou será que é porque temos medo de desviar da trilha que todos estão acostumados a seguir?
Escolha, trilha, medo.
“Somos seres humanos... mesmo sem saber seguindo em frente vamos”.
Escolhas.
Sim, temos escolhas.
Mas será que optamos ou vamos indo, indo, indo...
Escolhemos, sim, todos escolhem.
Ir em frente é o que escolhemos.
Seguimos.
Errado?
Não.
Certo?
Não.
O interessante não é o caminho, não são as escolhas e sim o fim.
Mas como não há como saber o fim antes de lá estar.
Devemos saber escolher.
Saber tomar o caminho adequado para aquele momento.
E o caminho certo normalmente é o diferente.
O negado por todos.
Só não confundam escolhas com loucura.
De louco todos tem um pouco.
Mas são poucos os loucos que tem escolha..
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Coisas do passado
Simples assim
Em um período ludibriado
Qualquer beijo não dado
Estive loucamente extasiado
Capaz estar apaixonado
Carinhos trocados
Beijos recusados
Mãos afugentadas
Multidão aglomerada
Noite alcoolizado
Amanhecer ao lado
Ocasião do passado
Rodrigo Szymanski
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Sem medo
De seguir caminhos
De viver ocasiões sozinhos
Não temas o destino
De suportar dias sem afeição
Passar noite na lucidez
Abrigue o silencio
Receba o amanha
Escolha o novo
...
Rodrigo Szymanski
Escolhas
Simples, complexas
Apenas escolhas
Mas não temos coragem de tomar
Escolhas
Futuro, passado
O presente é hoje
Aquilo decidido no passado
É o hoje
E o hoje..
Medo!
Medo das escolhas.
Incertas ou certas.
Indecisão..
Mas chega a hora
A escolha não foi feita
Um segundo
Futuro traçado..
Ou não!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
A vida é uma poesia!
O que é a vida sem poesias? Sem versos bonitos, rimas, críticas e até mesmo sem as palavras soltas.
A vida é isso, a vida é poesia.
Viver é amar em um dia de um verso triste.
É sorrir em noite de palavras doces.
Sonhar com o céu de sinônimos e antônimos..
É ser poeta. Em casa, na dor, no mar, nos olhos molhados..
Lástima anatemática
Sobre as noites forasteiras
Sem certezas de amanha.
Não me perco por amor
Sinto falta da paixão e do perigo
Este é meu castigo
Paixão como descanso
Ter sem saber motivos
Assim revolucionário complexo
Amantes noturnos idealizados
Curioso cálice
Que saborearemos separados
Amaldiçoado sentimento de bel-prazer
Rodrigo Szymanski
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Tempo Carente
Como água que lava as pedras e segue em frente,
Esqueci um passado presente
Do tempo tão indigente
Não sou eu inteligente
Exclusivamente ausente
Moleque carente
Perdi tanta gente
Paixão ardente
Desejo brigante
Beijo envolvente
Lagrimas latente
Lembrança recente
Rodrigo Szymanski
Terminar e começar
Quero escutar
Chega de pensar
Vou só sentir
Quero mais é me apaixonar.
Rodrigo Szymanski