quarta-feira, 24 de julho de 2013

Este é para você, meu colega Jornalista!


Fiquei afastado dois meses do trabalho, aproveitei para fazer muitas leituras e consigo enxergar algumas coisas bem claras (coisas que observava antes, mas não tinha tempo para refletir longamente).

Nós, jornalistas, temos que mudar!

Afinal, escrevemos para nós ou para o leitor?

Ao fazer essa pergunta ficou claro para mim (ponto de vista pessoal) que o leitor mudou e muito! As regras já não valem ao pé da letra. Não digo para descartar os manuais de redação. Não! Mas precisamos revê-los.

As velhas fórmulas, dicas e orientações que aprendemos na faculdade de jornalismo já não são o suficiente. Elas ajudam muito! Mas se nos basearmos apenas nelas, ficaremos para trás. Os veículos de comunicação continuam transmitindo a informação de um jeito a agradar uma geração passada, que também já está se adaptando aos novos caminhos da modernidade líquida (como descreve Zygmunt Bauman).

E qual a nova fórmula? Seria prepotência minha querer ensinar uma...

Mas creio que, como os novos paradigmas de comportamento humano são líquidos, ou sejam, mudam o tempo todo e fluem entre nossas mãos, o jeito é a tentativa por acerto e erro.

Podem me xingar, falar mal, pensar o que quiserem da minha opinião!

Não tenho a fórmula, não consigo ver todas as alternativas. Não com o que se oferece hoje no mundo! Mas creio que a diferença para os jornalistas hoje em dia seja se perguntar: escrevo para mim ou para o leitor? É isso que penso (pelo menos superficialmente).

Você pode não concordar. Pode dizer que estou errado. Bem, nos dias de hoje, tudo é plausível...


P.S.: Após redigir o texto encontrei algumas contradições entre a escrita e o meu pensamento. Como, por exemplo, utilização de palavras pouco conhecidas (acho necessário uma linguagem mais próxima do leitor, porque não dizer, popular), autor que muitos desconhecem (faz com que as pessoas o ignorem e a sua importância) e texto longo (afastando a atenção dos leitores). Características, que na minha percepção, não remetem ao jornalismo dos dias de hoje (a não ser que você trabalhe em um veículo especializado). Fora os erros de português...