sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Amor, Pra Recomeçar

Desejo!
Que você tenha por quem olhar
E quando estiver desanimado
Perceba, que pode existir amor
É só você se doar...

Eu te desejo muitos amigos
E que em todos
Possa acreditar

Texto baseado na música “Amor Pra Recomeçar” (Frejat). Versão original.


Feliz Natal!
Sucesso com seus sonhos em 2012!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

PF

Procurei flores
Procurei nuvens de algodão
Tentei até achar uma estrela cadente

Queria lhe presentear com algo único e puro
Andei, corri, pensei, sonhei
Encontrei!

Estava aqui do meu lado este tempo todo

Lhe ofereço meu coração...
Mas antes ele tem uma pergunta a fazer
Quer ser minha namorada?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A indiferença do Poeta

Eu nasci para ser poeta,
Mas o poeta não quis a minha poesia.
A poesia do poeta sempre foi diferente,
Pois o poeta sempre foi indiferente.

Não nasci para a indiferença,
Mas também não posso negar que nasci um pouco poeta.
Então como pode o poeta,
Proibir minha poesia?

O poeta é indiferente e é nesta diferença que faço minha poesia,
Mas então o que sou?
Poeta e indiferente?
Poeta?
Indiferente?

Nem poeta e indiferente...


*em homenagem a minha amiga Milena Nandi

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Um mundo paralelo


Há príncipes e princesas.
Dragões e sereias.
Um mundo de nuvens de algodão.
Pessoas que voam.
Aqui os animais falam com as pessoas.
Onde há apenas paz.

Sim, este mundo existe no coração de alguns, mesmo que paralelamente a realidade...

Loucos, esquizofrênicos ou amantes!
Você decide onde quer viver!?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sempre

Há um mito que chamam de esperança.
Há um sonho que chamam de utopia.

Toda realidade um dia foi um sonho. E quantos mitos se tornaram realidade?

Por isso nunca me esqueço que há algo que chamo de realidade!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Hoje

Hoje, a noite me trouxe novos brilhos.
São duas pedras preciosas, que, ao piscarem rapidamente, me retiram um sorriso bobo do rosto.

Hoje, o dia me trouxe lembranças felizes.
São momentos de alegria, que surgem das recordações, para mais sorrisos.

Não sei do amanhã e sempre me lembro do ontem, mas este Hoje, ah o Hoje...
Tem sido tão fantástico!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Todos esperam


Vamos cruzar os braços e ver o que acontece.
Afinal, somos socialmente incapazes de sobreviver um ao outro.
Somos individualistas, egoístas e totalitaristas.

O mundo de ditaduras se rompeu com a sociedade de rede, mas um mundo individual emerge.

Aprendemos a sobreviver, mas ninguém nos ensinou a amar o próximo.
Amar, sinal de fraqueza. E fraqueza não tem vez quando o mercado manda devorarmos os mais fracos.



Se eu acreditasse nessas palavras, aí então seria fraco.
Neste novo mundo, os fracos dominam, infelizmente, mas apenas por enquanto.

Até quando?

Que tal descruzar os braços?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tempo

Às vezes tudo fica lento e de repente as coisas passam mais rápidos do que são de verdade. Sei que é loucura, mas a realidade as vezes se transforma em algo desconhecido. Rápido, lento. Sempre muda. Sempre altera. Nunca é igual. No fim sempre sei como por tudo no tempo presente, mas se me perguntar o que faço, não lembro. Apenas está normal agora... Até quando eu também não sei. Mas sei que sempre haverá o presente, seja rápido ou lento.

domingo, 6 de novembro de 2011

sábado, 5 de novembro de 2011

Cliente mal atendido

Peço ao garçom para mudar o mundo. Sento na cadeira. Espero meu pedido. Vejo outras mesas serem atendidas. A minha continua vazia. Chamo o garçom. Ele diz que o prato é mais difícil, pois a cozinheira é nova e vai levar mais alguns minutos. Espero tais minutos. Chamo o gerente. Chamo o dono do restaurante. Falo mal do atendimento. Levanto. Prometo não voltar ali. Saio. Novamente vou ter que deixar para mudar o mundo em outra ocasião...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Amizades

Você vive na verdade ou na mentira?
Você vive para mentir ou para buscar a verdade?
Você mente se negar!
Você nega porque mente!

Você vive
Desilusão
Traição

Ferro
Punhais
Sangue

Vida!

Amizade
Esperança
Sorrisos

Vida!

Se um amigo pode lhe trair, mil outros lhe serão fieis...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Reflexo

Você olha pela janela e vê crianças no seu quintal. Um passo atrás e consegue se ver rapidamente no reflexo do vidro. Um homem com cabelos brancos, pele enrugada, sorriso triste e olhos profundos. Você tenta descobrir quem é aquele homem, ou melhor, como ele ficou assim.
Depois de 80 anos o tempo foi generoso quanto à saúde. Você não aparenta oito décadas, mas o que mais lhe toca é aquele sorriso triste. Você, um cara feliz, sempre alegre. Agora não consegue sorrir, nem olhando seus netos brincarem no balanço.
Você se perdeu em algum lugar, em algum tempo, mas não consegue lembrar. Pela primeira vez, depois de décadas, você sentiu um estalo e percebeu que “falta algo”. Você não se contenta com esse sorriso triste. E como poderia?
O tempo passou e a cada dia você pensava que já era tarde de mais, mas hoje você consegue ver. Um reflexo lhe respondeu, lhe tirou das sombras e agora lhe dá uma nova chance.
Oitenta anos agora parecem 24...


“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim” (Chico Xavier).

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Coisas boas


Um doce pela doçura das flores
Um abraço pelo calor de um gesto
Um beijo pelo carinho de um olhar

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Simples assim...


Um dia você aprende que ir em frente, significa ir em frente.
Descobre que as pessoas mais confiáveis, são aqueles em que você mais confia.
Percebe que a vida, merece ser vivida.
Sente que saudade se acaba com um encontro.
Que mentira não é verdade, e a verdade sempre é mais honesta.

No fim, você compreende que é tudo tão simples, mas que o mais simples de tudo é complicar as coisas.

Viva!
Simples assim...

domingo, 11 de setembro de 2011

Visão

Você quer entender o mundo, mas esquece que o mundo não te entende.
Você fala, conversa, reflete e tenta compartilhar seus pensamentos, mas ninguém quer saber se um mundo melhor é possível.
Sou eu ou mais alguém percebe que ninguém gosta mais de falar de utopias, sonhos e ideias para ajudar o planeta...
Pessoas que acreditam e tentam falar sobre um mundo justo são tachadas como chatas. Pode isso? Onde estamos?
Você quer entender o mundo, mas esquece que o mundo não te entende.

Eu acredito na mudança. Eu acredito na honestidade! Eu acredito no ser humano. Agora só falta ele começar a acreditar nele mesmo.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O vento e o tempo

O vento me trouxe uma rosa tão delicada.
Eu a colhi, tirei os espinhos e comecei a amar.

O tempo me trouxe os espinhos de uma rosa...


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Triste fim

Luzia Marcolino Silveira, 60 anos, completados hoje. Base de sua família, ela passou a ser considerada mais um número para o Governo Federal nas estatísticas de aposentados. Até ontem ela era um outro dado estatístico, não menos importante, mas pouco valorizado. Não custava nada a ninguém. Ou melhor, era um dado interessante apenas para sua família e a alguém responsável por dar o carimbo final em seus documentos.
Sua primeira atitude de hoje? Comprar um saco de bombons Sonho de Valsa, na verdade ela queria um de Ouro Branco também, mas a aposentadoria não lhe foi tão grata assim. Ela recebe o mínimo, igual a seu marido. Juntos, têm uma renda de R$ 930,00*, uma filha de 16 anos para criar e inúmeras contas a pagar. Todas obtidas graças à indisposição física para o trabalho. Faxineira desde que se entende como gente, Luzia tem problemas nos braços, não aguenta muito trabalho.
Luzia não se importa de poder comprar apenas um saco de bombom, nem com as dores no braço. Ela está feliz. O incomodado sou eu. Incomodo-me de vê-la nessa situação. Digo, estou feliz por vê-la feliz e aposentada. Mas triste pelo contexto, pois ela vai parar de fazer faxina na minha casa.

*texto escrito em 2009





quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um livro da vida

Um dia quero escrever um livro e nele contar muitas coisas.
Não se preocupem, pois ele não terá nada da minha vida. Mas vai falar de vida.
Da boa vida que é possível, de um mundo melhor, da utopia, do amor e de uma palavra chamada esperança.
Tão difícil de soletrar às vezes, E-S-P-E-R-A-N-Ç-A passou de adjetivo para uma palavra arcaica.
Mas o livro não vai falar apenas disso, mesmo devendo um capítulo inteiro a ela.

Vou resgatar nesse livro um tempo em que as crianças jogavam bola no gramado da igreja. Dos finais de semana no sítio dos avôs, onde sumíamos de manhã e aparecíamos à tarde com bolsas de laranja para nossos pais.
Vou tentar falar das voltas de bicicletas por todos os cantos da cidade, sozinhos ou acompanhados.

Quem sabe abro um espaço até para aquele senhor que achou um montão de dinheiro na rua e ficou meses atrás do dono para devolver. Nesta parte quero dar atenção em especial ao termo Honestidade.

E como poderia deixar de fora uma expressão que aprendi muito cedo, a Utopia. Afinal, quando olhamos no horizonte nossos sonhos, a cada passo que damos em sua direção, o horizonte se afasta um passo.

Por fim, não poderia deixar de fora um substantivo-adjetivo-advérbio-verbo-locução-motivador-sentimento-etc, o amor! Não sei quando ele vai deixar de existir, e se vai. Mas quando deixar então nenhum dos outros termos fará mais sentido, seja a utopia, a vida ou a esperança.
O amor é o ingrediente principal, mas normalmente as pessoas fazem questão de trazer junto o ódio. E esse é capaz de destruir tudo.

Mas se chegar a escrever este livro sobre a vida, o que é uma utopia, então haverá esperança, pois para ele existir terá de existir amor em pelo menos em um ser.
E isso basta para mudar o mundo!

domingo, 24 de julho de 2011

Hipocrisia

Não existem razões, emoções, sentimentos
Sou frio e calculista
Meu coração não bate
Antes mesmo de viver, já estava morto
Antes mesmo de querer, já jogava fora
Sou seco, irônico, sarcástico
Não tenho vida, amor ou fé
Não sei quem sou
O que sou...
Não desejo, mas pego
Não me apego
Não tenho alma, coração ou cérebro

Tenho medo
Tenho esperança
Tenho...
...mas não tenho nada

Sou vazio!




quarta-feira, 20 de julho de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Próxima estação!

- É preciso esperar.
Responde calmamente o guarda.
- Mas o trem está partindo.
Retruco, com medo de perder a viagem.
- Só mais alguns segundos.
Rebate, sem a menor pressa de me deixar passar.
Irrito-me. Desespero-me. Fico imaginando se o guarda não entende que aquele trem é único e não posso perder.
- Mas seu guarda...
Antes de terminar a frase o trem deixa a estação. O guarda olha para mim e mostra não se importar.
Percebo que dirigir minha raiva a ele não me ajudaria. Respiro. Penso. Então olho para trás e vejo inúmeros trens. Eu precisava apenas de tempo para pensar.
Afinal, aquele trem que eu pegaria definiria minha vida!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sem vergonhas de falar o que penso!

Quanto mais o tempo passa, mas você percebe.
Que se irritar é fácil. Achar soluções é o problema.
Criticar é automático, elogiar não vem espontaneamente.
Amar é simples, o complicado é conseguir dividir este amor.
Pedir não custa nada, mas atender é difícil.

Sempre espero que as pessoas mudem o mundo, mas esqueço que tudo, tudo, começa dentro de mim.

Mudar o mundo é fácil. O complicado é aceitar que antes preciso mudar o meu “eu”. E esta é a parte difícil...

domingo, 10 de julho de 2011

Você

Não pretendo ler versos
Não vou pensar em verbos
Nesta noite só penso em uma coisa!

terça-feira, 28 de junho de 2011

A verdadeira proposta do governo de SC para os professores

Ato de mentir, engano propositado (falsidade), história falsa (patranha, peta, tanga), aquilo que engana ou ilude (fantasia, ilusão). Esta é a definição que o Dicionário Priberam traz sobre a palavra Mentira. Não é preciso acrescentar nenhuma palavra para descrever o que o governo do Estado de Santa Catarina vem anunciando nas mídias, com um dinheiro que ele diz não ter. Duvida? Vamos aos fatos então. Para exemplificar vou pegar a folha de pagamento de um professor, deixando claro o porquê da Mentira do governo. No caso, o professor é meu irmão, por isso posso dar dados reais.

Antes da greve e da decisão do STF do piso nacional para os professores a folha dele era de R$993 (vencimento inicial) + R$200 (prêmio educar) + R$120 (vale alimentação) + R$248,25 (regência de classe 25%) + R$397,20 (oito aulas excedentes), totalizando R$1.958,45 (bruto, na conta final isso cai para cerca de R$1.350). Agora vamos a proposta do governo. São R$1.380 (vencimento inicial) + R$0 (prêmio educar) + R$120 (vale alimentação) + R$234,60 (regência de classe 17%) + R$276 (oito aulas excedentes), totalizando R$2.010,60.

Um aumento, que a primeira vista aparenta ser de R$52,15, o que por si só já é um absurdo. Mas se consideramos o desconto do Imposto de Renda e do IPREV (fundo de aposentadoria) o aumento real passará a ser de apenas R$1,90. É preciso lembrar que o piso nacional, obrigatório por lei, e que o governo não cumpre, é de R$1.187,97, respeitando abonos e plano de carreira, já que estes são direitos conquistados pelos professores ao longo de toda a jornada e não podem ser simplesmente ignorados.

Isso é justo? Será que é por este aumento que os professores catarinenses pararam desde o dia 18 de maio? Achatar o plano de carreira, cortar e acabar com benefícios, não é atender as reivindicações dos professores, mas sim mais uma forma de mentir para a sociedade. O governo não pode passar por cima de uma classe, a classe que educa crianças e jovens. É claro que estes profissionais estão preocupados com seus salários, mas minha maior preocupação é com a educação de nosso estado. Afinal de conta se aquele, que escolhemos nosso representante pelo voto democrático não se importa com a educação, quem vai nos ajudar? O povo não pode esquecer disso, pois nenhuma grande mudança parte de lideres, elas partem da massa, do povo, da sociedade civil organizada.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Paralelamente

Não queria recear o futuro
Não queria temer o passado

Humanos...
Sim, somos!

Imperfeitos...
Até quando?

Será que um dia as paralelas deixarão de ficar olho a olho e em um movimento único e espetacular se cruzarão?
Será que um dia deixaremos de ser imperfeitos ou humanos? Ambos?

Receio...
Temo...
Vivo!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Solidariedade, um ato

O que você tem feito ultimamente? O que nós temos feito?
Você tem sido solidário? Tem pensando no próximo? Tem pensando em si mesmo?

Certa vez Benjamin Franklin disse: “Se você não quer ser esquecido quando morrer, escreva coisas que vale a pena ler ou faça coisas que vale a pena escrever”.

Mas lembre-se, solidariedade por marketing ou promoção pessoal não vale!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uma casa chamada esperança

Um dia eu acordei, olhei para fora e não entendi o que vi.
Assassinatos, mortes, corrupção, famílias destruídas, poder e dinheiro.
Ainda na beira da janela parei e pensei “deve ser um sonho”.
Vesti-me e só em frente ao espelho percebi que as roupas eram listradas.
Tentei sair do quarto, mas notei uma corrente que me ligava a uma bola de metal gigante.
Confesso que pensei que por ser um sonho seria mais fácil me ver livre daquelas correntes, mas não foi.

Já andando pela rua vi crianças roubando e matando.
Velhos chorando e pensando em um tempo em que as coisas eram diferentes.
Os adultos? Os adultos brigavam por poder e dinheiro!

Até que um sino começou a tocar em minha frente, olhei e vi uma casa diferente das outras.
Ela estava intacta e de dentro emanava uma forte luz.
Parecia que ali morava a esperança de que aquele sonho não fosse um pesadelo.
Mas o sino tocava cada vez mais forte.

Acordei! Olhei para fora e vi assassinatos, mortes, corrupção, famílias destruídas, poder e dinheiro...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Recortes de um álbum de fotografias (2)

Palavras só são perigosas quando criadas pela mente, mas cuidado, ela se disfarça perfeitamente de coração.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Breve leitura sobre o Realengo, ou sobre a humanidade


Sem dúvidas a tragédia de Realengo abalou a todos, sejam brasileiros ou não. Se você ou|viu o que aconteceu ficou chocado.

Nessas horas muitos podem desacreditar em nossa sociedade, que chega a níveis de violência inaceitáveis. Afinal, eram apenas crianças e agora são anjos.

Também inaceitável foi a maneira como as pessoas utilizaram dessa tragédia, explorando a dor de pais e mães. Para que? Ganhar ibope...

Outra coisa que me assusta são os atos de vandalismo na casa do garoto que provocou tal ato insano. Pincharam o local, como se aquilo fosse trazer as crianças de volta.

Mas algo aqui me dá esperança. A comunidade onde o garoto morava repintou a casa. Um simples gesto de que tenta nos dizer “queremos paz, chega de violência”.

Enfim, uma comunidade percebeu que violência gera violência. Paz gera paz!
Enfim, podemos ter esperança, pois embora coisas inaceitáveis continuem acontecendo, sempre haverá alguém que vista a camisa da paz!

domingo, 10 de abril de 2011

Recortes de um álbum de fotografias (1)

Não há criança que não sorria,
não há jovem que não sonhe,
não há adulto que não chore,
não há velho que não morra,
mas existem milagres!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Fila de espera

É longa a espera, o visitante quase não suporta a dor, mas sua única esperança está à sua frente. Ele não sabe ler, mas sabe que ali é o local o qual chamam de Enfermaria. Por isso, quando um estranho pergunta o que está escrito na placa da porta, ele responde sem medo: “enfermaria”.
A cada segundo que espera, sua dor aumenta. Seus olhos já estão cheios de lágrimas, mas ele resiste e mantém esperança. Aguarda ansioso o momento em que o número 31 será sussurrado pela mulher vestida de branco, que permanece na sala à sua frente.
No corredor há pessoas de todas as origens. Vestidos de todos os jeitos. Carecas, gordos e idosos. Mas nenhum chama a sua atenção. Ele está focado na sua dor.
Quando chegou ali estava desesperado, mas isso não mudou desde então. Não entendia como os outros não podiam ver seu sofrimento, permitindo ser o próximo a entrar na sala da mulher de branco.
“Vinte e nove”, dizia a voz lá de dentro. “Trinta e um” berrava sua dor, se iludindo brevemente. Mas ao passo que percebia que não era ainda sua vez, pensava que haviam chamado o paciente número um, tão distante parecia do atendimento.
Ele olhava para baixo, conseguia enxergar sua dor. Ela estava ali, podia senti-la em suas pernas.
“Número trinta”. Estava perto, mas a sensação era de que quando a voz estivesse começando a falar “trinta e um” o motivo da sua dor fosse embora, levando a sua presença de espírito junto. Não suportaria.
Ansioso, olhava ao redor. Via expressões esquisitas, a maioria de dor, mas sabia que nenhuma se equiparava com à sua dor.
“Trinta e um” e o céu parecia desabar, mas não hoje. Sim, ele conseguiu, entrou na sala e apresentou o motivo de sua dor, que depois de três semanas estava curada. Seu nome era Isabel, tinha cinco anos e acabara de ser alvo de uma bala perdida.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Verso!

Realidade versus Vida
Quem vence?
São inimigos?
Nenhum!
Sim!
Não adianta combatermos a Realidade para encaixamos a Vida, pois ambos são um, mas vivem se desentendendo.
A Realidade pode ser dura, mas a Vida muitas vezes é cruel...
No fim, juntas, se dão bem, apenas não descobriram isso.
São como dois irmãos que se amam, mas teimam em disputar o mesmo espaço, que cabe ambos!

terça-feira, 29 de março de 2011

Doido, vivo, normal!
Um, cinco, vinte e dois.
Os números precisam aumentar/crescer/evoluir, assim como os seres humanos...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Não é que não ligue para o passado ou futuro, mas tento dar mais atenção ao presente!

terça-feira, 22 de março de 2011

Vamos julgar sem medo!

Vamos julgar sem medo as pessoas. Afinal, para que conhecer antes uma pessoa e depois defini-la?
É tão mais simples acusá-la de ser algo. Para que se preocupar em saber a verdade? Afinal, não é mais fácil generalizar?
Não são todos iguais?
Somos?
Sim... e não!
Somos imperfeitos. Sim!
Mas a maior imperfeição é julgar, considerar e predefinir sem conhecer, pensar e se aprofundar!
Vamos sorrir e confiar!
A humanidade não dará um passo em frente se não parar de pré-julgar as pessoas e começar a confiar nelas.
É difícil confiar, pois são muitos os que não merecem. Mas, antes de conhecer uma pessoa, não há como defini-la.
Então, confiem!
Às vezes, as pessoas mais confiáveis, deixam de ser, pois não entendem como os outros não conseguem confiar nelas, mas sim naqueles que mentem o tempo inteiro. Estas param de acreditar nas pessoas. Não nos tornemos assim!
Sejamos eternamente chatos, mas felizes, utópicos! Com coração e alma...

quarta-feira, 2 de março de 2011

No fundo, o maior medo dos solitários é de que suas teorias estejam corretas!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Leve cinismo

Muitas falas podiam coexistir, mas não.
Muitos povos podiam largar as armas, mas não.
Muitos poderiam ir às ruas lutar por seus direitos, mas não.

Será que estamos cansados ou vazios?
Satisfeitos ou cheios?

Somente o povo pode entender o povo.
É preciso acreditar, lutar, mudar.

Mas estamos sendo cínicos, pois falamos, mas não.
Mas não!


“Quando conseguirei preencher este vazio? Quando poderei enfrentar esta ânsia que me enche?”

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dilemas

Como é fácil termos pré|conceitos.
Olhar para uma pessoa na rua e avaliá-la.
Magra, alta, dócil, infeliz.

Como é difícil vencermos nossos conceitos.
Ser subjugado talvez não seja a única alternativa.
Talvez sair em busca da felicidade não seja a única verdade.

São das incertezas que nascem as convicções.
Muitas vezes in|corretas.

No fundo.
A própria certeza nos confunde.
O que é correto?

No fundo.
Não há mais certezas.
Ou há.
Na superfície.. onde é muito mais fácil de se afogar!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

Fica Dica

"A sabedoria é muito mais eficiente quando usada para prevenção do que para a solução" (Davi Carrer)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

o Anjo e o Diabo

- Sabe a diferença entre nós dois?
- Eu faço o que quero.
- Não!
- Não?
- A diferença é que estou triste por não querer fazer mal a ninguém. Já você está mal por deixar os outros tristes.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

É fácil de se ver!

É fácil estar revoltado. Basta ver os noticiários ou, mesmo, olhar pela janela da cozinha.
Difícil é tomar atitudes, negar-se a corrupção, não importando se essa corrupção pareça inofensiva. Ela não é!
Difícil é se negar a ser outra pessoa só para se favorecer.

Fácil é acusar um ladrão e jogá-lo na cadeia por roubar.
Difícil é enxergar que a família deste cidadão passa fome.
Difícil e estender a mão a este cidadão.

É fácil mentir, se isolar, lavar as mãos, se abster.
O difícil é falar a verdade, se envolver, tomar partido, se decidir.

Até quando as pessoas optarão pelo fácil?
Pois enquanto alguns vivem do fácil, muitos não têm opção...
e estes muitos são os que mais precisam de uma decisão difícil de cada um!



“Porque caímos?
Para poder levantar!”

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Já é passado o tempo do futuro

O relógio soa doze badaladas
Já está na hora

O tempo voa
O calendário já está no passado

Mensagens, sons, falas
Tudo está no passado

olhares..

Não há certezas
Mas também não há dúvidas

Um clique, um giro
Agora são onze horas

É possível? O relógio andar para trás?

sábado, 15 de janeiro de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sede

Eu escrevo
Eu sinto
Sinto e escrevo
Apago

Sinto a sede
Bebo
A sede não passa

Sinto um embrulho no estômago
Escrevo
O embrulho não passa

Se sinto, escrevo
Se não sinto, escrevo

E no fim, apago

“O pobre andarilho andava na rua. Ele e seu cão, seu fiel amigo. O andarilho andava só”

Cores

Há muito tempo eu não vejo
Há algum tempo eu só ouço

Hoje eu já não consigo pensar

Sem pensamentos, apenas barulhos

Faltam as imagens
Faltam as cores
os amores...

domingo, 2 de janeiro de 2011

Saudade

O tempo pode estar nublado, mas ao olhar para o céu à noite consigo sentir as estrelas.

A distância, muitas vezes, é um obstáculo meramente ilustrativo!