quarta-feira, 31 de março de 2010

Você escolhe. Você é. Você faz!

Depois de um tempo você começa a entender porque faz o que faz. Porque das escolhas que fez. Percebe que você é o que, pois escolheu ser assim.
Fazemos o que fazemos, somos o que somos. Tudo por um simples motivo: Sobrevivência.
Para alguns pode soar estranho, mas sobreviver é viver, de uma forma em que você tenha o controle. Você escolhe. Você é. Você faz!

Eu escolhi ser jornalista. Por quê?
Primeiro porque amo ler e escrever, mas isso não é o principal, não é o essencial.
Demorei um pouco para entender isso, mas o que me faz sentir mais vivo é ultrapassar meus limites, vencer meus medos.
No jornalismo eu faço isso diariamente!
O jornalismo me põe em situações que se eu pudesse empurraria para outros fazer, mas não posso.
Então faço. Pronto. Simples. E gratificante.
O jornalismo me obriga a desafiar meus medos diariamente e sabe o que é mais incrível?
Não tenho medo disso, pois passei a gostar de me desafiar, de desafiar àquilo que me limita.
Passei a gostar de viver mais do que tudo!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Medos

Tenho medo do pôr-do-sol
Da nostalgia
Tenho medo de amar
De fechar os olhos
Tenho medo de escuro
Da solidão

Tenho medo dos meus medos

Mantendo o equilíbrio

Me perguntam “como eu mantenho o equilíbrio”.
Eu respondo “é simples, eu escrevo”.
Creio que cada um tenha o seu modo de manter o equilíbrio e o meu é escrevendo. Quando vejo que algumas coisas não estão boas eu escrevo e deixo nas letras do teclado tudo aquilo que poderia me afetar.
É uma terapia eficiente para mim. Mas não sei se funcionaria para os outros.
Olhando o passado vejo perfeitamente as épocas em que tive mais dificuldades, pois eram os momentos em que eu mais escrevia.
Bem, hoje, eu escrevo todos os dias. Afinal, escrever é o meu trabalho, meu ganha pão. E hoje me sinto nos momentos em que mais estive equilibrado nessa curta jornada que chama de vida.
Estou em paz!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Viva as crianças!

Sou jornalista e tenho que confessar, trinco meus dentes de raiva quando leio, ouço ou vejo meus colegas de profissão voltarem a falar da redução da maioridade penal. As pessoas não se tocam? Ou será que não conseguem enxergam além de grades e quatro paredes?

A redução não é a solução. Logo, crianças de 10 anos estarão cometendo crimes. Então teremos que reduzi-la novamente. Até quando?

A solução está em políticas públicas. Saí até mais barato investir em educação, oficinas, projetos sociais do que manter um efetivo que prenda nosso colegas cidadãos. Do que construir presídios! Aonde afinal vocês pensam que vão os presos? Não temos nem capacidade atual para todos. Imaginem se reduzisse a maioridade. E ainda, colocaríamos crianças de 15, 17, 13 anos com criminosos de 45, gênios da criminalidade. Afinal, queremos acabar com a violência ou aumentá-la?

Pensem! O que sai mais barato? Investir em políticas públicas para acabar com a marginalidade de nossas crianças? Ou investir em segurança pública e deixar que criminosos eduquem essas crianças?

Eu não entendo nem porque querem levantar este debate novamente. Pensei que tinha ficado claro.

Violência gerá violência.

Sabemos há muito tempo que a única maneira de acabar com a marginalidade é com a educação.

Só assim nossas crianças poderão se tornar nosso Futuro!

a culpa é dos jovens?

Nesta quarta feira recebi uma triste notícia. Um de meus ex-alunos, de 14 anos, assassinou uma garota de 26 anos com dois tiros na boca. O LP era um menino com históricos criminais, foi um garoto que morou um tempo na rua, era “abrigado”, a mãe já é falecida e seus pais não se sabe por onde andam, porém confesso que na minha oficina de cidadania ele nunca passou dos limites. As investigações dizem que, não foi ele, ele foi “testa de ferro” de algum traficante. O adolescente LP sempre gostou de hip hop e rap, inclusive, uma vez ele escreveu uma letra de rap, não sei exatamente se eram com palavras dele, mas falava “meu único pecado foi nunca ter sido amado”.
Por um momento me senti um fracassado, pois mesmo sendo educador por um tempo deste jovem, nada pude fazer para mudar a vida dele. É difícil, me senti com certa impotência social. O período que ele participou da oficina foi o que trabalhei com o tema “contra a violência e o extermínio de jovens, na luta pela vida”. Ele sempre opinava...
Hoje ele está preso com 14 anos, e a culpa é de quem? Será que o jovem LP é culpado? Hoje escutei várias opiniões, e uma delas era que devia ficar preso mesmo, “lugar de marginal é na cadeia”. Temos que entender o que é marginal. Para as ciências sociais, marginal é aquele que esta a margem da sociedade, sim o jovem LP está a margem da sociedade, não só ele, mas milhares de jovens, que são condenados por existir.
É impressionante como a mídia na região realizou um grande debate sobre a redução da maioridade penal, segundo o jornalista Adelor Lessa; “o acusado deve ser tratado, ou encaminhado, pelo tipo de crime, não pela idade. A "regalia" para o "menor" não corrige. Acaba estimulando um "negócio", e estimula que sejam "recrutados" mais jovens para o crime”. O jovem é tido como mais um bandido, mesmo que este foi usado pelo traficante.
E não quero citar o colunista policial Fábio Rogério que há tempos luta para acabar de vez com a vida da juventude. É inacreditável, como este colunista sensacionalista ataca os direitos das crianças e dos adolescentes. Alguém que não possui a mínima leitura sobre o tema, tece críticas de caráter fascista, recomendo e já recomendei ao mesmo que leia o ECA.
E hoje, o secretário de segurança pública de Santa Catarina, publica opinião, que “elementos violentos tem que estar trancado em uma cela”. Ele que é um político do alto escalão do governo do PMDB de SC, já esteve evidente na mídia pelos episódios de tortura em uma cadeia pública de Santa Catarina. Benedet defende a construção de novas cadeias para os “de menores”. Quero aqui citar o estado lamentável que se encontra a educação de Santa Catarina, que o digam os professores...
Um governo que não investe em educação, tece opinião de investir em cadeias para a meninada. E a culpa pelos crimes é dos “menores”. Claro o governo neofascista nada tem a ver com isso, como sempre ele é o Pilatos que lava as mãos perante a realidade dos excluídos.
Eu sinto muito pelo jovem LP, sinto nojo desta mídia hipócrita, e sinto raiva deste governo que mata o povo e em especial os meninos e meninas, que hoje já não sonham mais com um mundo melhor.
Eu como educador social, militante da Pastoral da Juventude, vou seguir acreditando na vida, na meninada, na esperança e em um mundo melhor.
Rodrigo Szymanski
11/03/2010

sábado, 6 de março de 2010

Viva Che, mesmo em desacordo com ele

Sempre achei Che Guevara um grande homem, um exemplo. Afinal de contas ele é um mártir. Mas vendo e lendo sua bibliografia vejo que já não me identifico muito com ele. Na verdade, ele defendeu algumas ideias contrárias visto as que acredito.


Não, não sou um capitalista. Na verdade, nem socialista ou comunista. Acredito que chegaremos em algum momento a um nível de desenvolvimento social que este simplesmente se chamará Futuro.


Aqui entra o que para mim era um defeito em Che. Para ele a revolução, a mudança só aconteceria através do “pegar em armas”, de batalhas e guerras. Defendo e sempre defenderei o não “pegar em armas”, pois se queremos chegar a este Futuro e, ainda mais, se queremos que este Futuro seja um lugar de paz e igualdade, não é com guerras, violência, morte e opressão que chegaremos lá.


Acredito na revolução da palavra.


Uma palavra tem mil vezes mais poder que um bala. Alguns durante toda a história de nossa humanidade já perceberam isso e movimentaram multidões. Jesus foi um caso e, porque não citar [talvez pela maneira que ele usou este poder], Hitler, também.


Só conseguiremos criar um Futuro, uma sociedade justa, civilizada e em paz se agirmos com justiça, civilização e paz no presente. O futuro é construído a partir do que fazemos no presente e jamais poderemos esquecer disso.


Finalizando: Viva Che, pois apesar de não concodar neste ponto com ele, não podemos discordar da importante figura que ele representou. Sua ideias ultrapassaram fronteiras. Quem diria que um médico Argentino seria fundamental na revolução de Cuba, iria apoiar revoluções no Congo, na Guatemala e porque não em toda a América Latina e por fim, morrer na Bolívia, sem jamais ter abandonado seus ideais.