quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Promessas

Quantas promessas somos capazes de suportar?

Quantas mentiras capazes de contar?

Quanto tempo podemos suportar?


Dor, agonia, tristeza, solidão.

Só vamos parar de senti-los quando decidirmos que é a hora de parar de fingir.


Fingimos ser felizes.

Fingimos ser honestos.

Fingimos que podemos cumprir nossas promessas.


O tempo está passando.

A dor não passa.


Estamos juntos nisso.

Mas, enquanto fingirmos, cada um se manterá só.


Já perdemos a primeira batalha.

Na verdade perdemos todas elas.


Cansei de fingir.

Cansei de prometer.


Está na hora de cumprir minhas promessas.

Enfim, está na hora.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Lágrimas

Depois de tanto tempo, hoje, eu consegui chorar. Aquilo que para muitos poderia parecer sinal de fraqueza, para mim significa força. Significa que minha alma está pronta, que meu coração está limpo. Estou pronto. Sinto. Está na hora de começar meu caminho. Estou livre para traçar minhas próprias estradas. Para poder cumprir com os deveres de minhas lágrimas. Não deixarei que elas caiam a toa. Nenhuma mais. Mas, todas, eu deixarei cair.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O silencio, já não me basta
Necessito do grito.
Daquele grito que explode da alma
Que escore pela face em lagrimas,
O silencio cativo não me acalma
Preciso das tuas palavras, de “vida e verdade”
Não posso diante de ti mais calar.

Estoura em meu ser a vontade de te acompanhar
Teus passos seguir
Suas palavras vivenciar
O meu viver a ti ofertar.

Meu caminho ao Seu se une
Pois, Tu és o Caminho;
No arriscado aceitar,
Hoje quero em Ti me abandonar
Em Teu silencia de vida gritar.

Pois sei que não sou mais eu que vivo,
És Tu que me habita...
Que me sustenta a caminhar
Que me atenta a gritar
Que me da coragem a tudo renunciar.

Hoje teu Nome grito em silencio, pois em teu caminho aceitei peregrinar.


Rodrigo szymanski
http://rodrigopjoteiro.blogspot.com/

domingo, 14 de fevereiro de 2010

As nozes

Ele é livre

Ele é feliz

Ele dança, conversa, observa

Sua roda é de amigos verdadeiros

Ele dança

Ele é feliz

Ele curte cada momento

Curte cada amigo

Cada olhar

Cada conversa

Ele é você, eu

Ele somos nós

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Meu Medo

Meu medo é acordar
E você do meu lado não estar
Meu medo é dormir
E você ao meu lado não estar
Meu medo é não te conhecer
Seu lábio não tocar
Sua pele não acariciar
Seu sono não velar.
Meu medo é ter você,
E por tolice te perder
Meu medo é ter medo
Meu medo é o amar

Rodrigo szymanski

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

voce a noite e o rock

Só um estante
Ao meio distante
Olhei sem nada procurar
Encontrei no perdido do bar
Um sorriso angelical
Um momento quase imortal
Ludibriado pelo teor espirituoso de seu sorriso
Também sorri
Deslembrei o que ali praticava
Permaneci a te contemplar
Seu cheiro ansiava experimentar
O rock embalava
A noite aclarava
O tempo alastrava
Meus olhos seu olhos buscavam
O dia brilhou
E atualmente permaneço a não te descobrir