sexta-feira, 31 de julho de 2009

Você pode!

Somos felizes, temos uma vida equilibrada. Não vivemos em mansões, mas vivemos bem. Alegres, pois temos uma boa família. Amigos com quem saímos e nos divertimos. Mas nem tudo é perfeito. É claro. Sempre tem aquele “estraga prazer” que vem dar lição de moral, pois é a fome na áfrica, é não sei o que, a sociedade está podre, só temos olhos para nosso umbigo e bla-bla-bla. Esses perturbam e como. Não entendo porque tocam nesses problemas, eles estão tão longe de nós. Deixe-os lá. Afinal estamos alegres, felizes, equilibrados. Me intriga apenas o que passa na cabeça dessas pessoas. Será que elas pensam que vão mudar o mundo? Bem, desejo boa sorte para eles, mas quando eles baterem com a cara na parede, não diga que não avisei.

“Você Pode Mudar O Mundo”

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Amor

A cada esquina consigo achar um amor. Em cada bar permito me apaixonar. E são sempre pessoas diferentes. Sou assim. Vou levando o coração sem perder o controle.
É claro que são paixões inventadas. Sentimentos criados por uma imaginação sonhadora.
A verdade? É que não sei amar. Talvez seja o medo do amor e não o conhecimento em si. Vivo sobre fatos. Gosto de saber o que virá depois. O amor não funciona assim. Ele nos surpreende, prega peça, nos deixa de cara no chão.
Viro noites pensando no amor, na sua fórmula, mas sou um péssimo matemático. Excelente cético, principalmente quando me ponho a duvidar do amor. Ele existe?
Não tenho dúvidas. Ou tenho. Confio em fatos. E de fato não posso temer algo que não existe. “Cogito, ergo sum” (Penso, logo existo - René Descartes). Penso, logo amo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Luar e ciência

“Hoje a noite não tem luar”, diz(ia) Renato Russo. Mais o luar é um ponto de vistas estranho, proferem os astrônomos e astrólogos, que a lua ininterruptamente esta no mesmo lugar. Tudo bem que a historia era com o sol, mais se o sol esta La a lua também não deveria estar? Às vezes fico P**** da cara com a ciência e seus pensamentos excêntricos. Será que não seriamos mais bem-aventurados sem as amarras da ciência? Sem saber o porquê de tantos fatos que não interessa o por quê ?

Vejo que o homem e a mulher na sua tolice cientifica, acabam transformando tudo em coisas. Tudo é coisa, e a coisa é tudo. Tenho temor da ciência e da tecnologia, quando menos se espera você já era, já passo, perdeu.

Eu pensei que era moderno, meu celular toca musica MP3, que nada, o do meu vizinho tem TV, puta que pariu eu só um atrasado já, neste mundo de modernidade-tecnológica-cientifica-descartável.

Mais ainda consigo ver o luar, mesmo que esta noite La ele não permaneça. A vida passa tão vaporosa e burguesa que sempre estamos preocupados em estar sintonizados com os vasos sanguíneo da modernidade-tecnológica-cientifica-descartável.

E esquecemos-nos do mais importante, que é saber contemplar o luar, mesmo quando o luar não esteja La.

Rodrigo Szymanski

terça-feira, 28 de julho de 2009

Saber Viver

Me pergunto se há solução? Se há alguma maneira de tornar real meus sonhos.

“Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de
mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem
pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um
cara”
(Cazuza/Arnaldo Brandão)

Não sou poeta como Cazuza ou Brandão, mas sou, por acaso, mais um cara, que vê que as piscinas estão cheias de rato e o tempo não para.
Canso. Jogo a toalha. Mas nada muda. Estou vendo o tempo passar, mas não vejo as pessoas mudar. Cansado de sonhar e não acordar. Cansado. Sem sono.

“Afinal nem sabemos por que aqui estamos
E mesmo sem saber seguindo em frente
vamos
Vencemos obstáculos todos os dias
Em busca do pão e de alguma
alegria”
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)

É claro que somos seres humano, que não somos perfeitos, ainda. Mas isso não é motivo para ir em frente com nosso modo de viver.
Poesias não me fazem a cabeça. Mas crianças que morrem de fome me embrulham o estômago.

“É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber
viver”

(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)

Construindo

Bandeira na mão
Os pés sempre firmes no chão
Utopia como razão
Um caminho de paixão
Gritos pela libertação
Já não outra vez solidão
Cantemos sempre a canção
Viola e flores para celebração
Juntos em mutirão
Construindo a nova civilização
O amor e a resistência serão
Frutos da militância em atuação

Rodrigo Szymanski

Vivendo o Primeiro Dia

Quero viver cada dia como se fosse o primeiro.
Cansei dessa história de querer viver cada dia como se fosse o último...
O último dia de nossas vidas será de despedida, e não gosto de despedidas, pelo contrário, adoro boas vindas.
Adoro receber o sentimento de boas vindas e não o de saudades que minha partida deixará.
Além do mais o primeiro dia é repleto de coisas novas. Neste dia descobrimos o mundo e suas belezas. O que somente conseguimos ver no primeiro dia, pois logo notamos suas mazelas.
É de costume dizer que o último é o melhor dia de nossas vidas, talvez porque nele notamos, inconscientemente, tantas coisas que deixamos de fazer. Então partimos em busca de prazeres para preencher este vazio, e assim tornamos o último dia excepcional.
Ignorantemente, pois no primeiro dia de nossas vidas percebemos este mar de possibilidades, talvez através dos olhos dos outros, pois sabemos pouco ainda. Mas sabemos que a partir deste primeiro abrir de olhos teremos uma vida inteira para realizar tudo o que temos que realizar.
O primeiro dia é feito de esperança.
E é isso o que eu mais gosto nele.