quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Paz e Equilíbrio!

Estamos a sete dias do fim de mais uma década e será que estamos prontos para ir em frente? Felizes, contentes e alegres alguns vão pular sete ondas, outros comer sete uvas, há até quem vá fazer amor até o amanhecer. Quem descrimina as opções? Mas, pois sempre tem o ‘mas’, é só isso?

Comemorarmos pelo ano que passou e pelo que virá e pronto, ou ponto.

E tudo o que deixamos para trás?

E tudo o que não deixamos para trás?

Foi tudo resolvido?

Tantas perguntas, nenhuma resposta..

Creio que deixamos muito para trás, que muitos não terão um feliz ano novo.

Creio que não deixamos algumas coisas para trás, que não livramos nossos corações dos pesos que ele carrega, seja de ódio ou amor.

O que desejo?

Que em 2010 prestemos mais atenção ao que deixamos para trás em 2009!

Que em 2010 nossos corações estejam em paz.

Desejo..

Paz e Equilíbrio!

Sonhemos mais alto, pois é lá que moram as utopias!

três pontos

Vamos sair pelo mundo? Conhecer as estradas e paradas da vida. Ir de norte a sul, oeste a leste e, porque não, de leste a norte e sul a oeste. Entender as línguas, falar os costumes. Se alimentar de hotéis, dormir em comidas. Vamos voar pelos mares, andar pelo ar, boiar em terra firme.

Vamos viver?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Não

Não há amor
Não há ilusão

Procuro um beijo
Esqueço da alma

Tento um beijo
Recebo um não

Percebo o erro
Procuro a alma
Aguardo em solidão

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O leilão

O leilão começa. A maioria não queria nem estar ali. O locutor mal começa a falar e já tem gente bocejando.
Primeiro objeto a venda. Um coração novo em folha, com boas intenções e sincero.
Lance inicial?
R$ 1,00 berra a senhora da frente.
R$ 1,10 a moça bonita.
R$ 1,15 a senhora sem dentadura.
R$ 1,18 a de chapéu com penas vermelhas.
O valor é baixo.
Quem quer um objeto tão batido como esse?
R$ 100,00 grita uma senhora de verde do fundo do salão.
Esquenta as coisas no salão. Todos acordam. Parece que há algo interessante a se observar.
R$ 115,00 fala a moça bonita.
R$ 140,00 a senhora grávida.
R$ 1.000.000.000.000.000,00 grita o jovem que teve seu coração arrancado..

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Perfil

Muitos dizem que sou um Buda calmo, sereno e grande. Já alguns dizem que sou Louco por ter ideais utópicos, acreditar em coisas que outros não acreditam, por pensar como Che, mas agir como Lama. Outros dizem que sou um Filósofo cheio de pensamentos, repleto de sonhos. Há também aqueles que dizem que sou um Rebelde sempre do contra. Mas lá no fundo o que eu realmente sou é Jornalista.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

E que venha a paz

Estou em paz. Não, ainda não chegou minha hora de descobrir o que vem depois. Apenas, depois de muito tempo, consegui estar em paz, manter o equilíbrio. Isso não significa que eu não tenha problemas. Não mesmo. Todos têm. Mas de alguma forma consegui equilibrá-los e manter-me em paz.

Depois de muito tempo..

E isso me traz uma tranquilidade incrível, mesmo sabendo que essa paz pode ser passageira. Que um simples problema pode romper essa paz. A linha que me equilibra é fina. E sei que a paz é momentânea, mas sei que ela é possível e vou treinar meu corpo e minha mente para mantê-la cada vez por mais tempo. Agora eu sei como encontrá-la e pretendo buscá-la sempre.

Estou em paz..

domingo, 13 de dezembro de 2009

Breves Linhas [15]

Somos as crianças do futuro! Os velhos do passado.. Os sonhadores do presente. Somos os restos da Utopia!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Amigo, amigos..

Tenho vários amigos, inúmeros na verdade, e isso às vezes incomoda.
Não reclamo de ter amigos, pois, sei que aonde for, terei pessoas para me apoiar e ajudar [imagino que seja assim], mas a questão é, tenho amigos demais [ou não].
Em festas de aniversários, formaturas, casamento [porque esse será apenas um] é complicado fazer uma lista. Como posso convidar fulano e não sicrano?
Isso me deixa louco. Ter que decidir. O que faço? Convido..

Mas também tenho um grupo de amigo que se prevalece sobre mim, na verdade, também faço isso sobre eles. São os companheiros. Pessoas que sabem a “palavra mágica” a ser dita para que eu, ou qualquer desses amigos, faça algo. Ninguém nega quando se fala a “palavra” [vejo as coisas assim pelo menos]. Aí já sabem, fazemos coisas que nossos amigos queriam fazer [não que não queríamos, mas estamos apenas seguindo “ordens”] e não o que queremos. [;)]

Por fim. Amigo é amigo. Prefiro ter vários a nenhum. Queimo minha mão por eles.
[C é C, F é F]

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Querer

Decorrem os tempos e eu não te encontro
Nós, longínquo azul do céu;
Olhares forasteiros afastados
São teus olhos claros
Duvidosa cobiça profana
Diz-me sem versos que me almejas
Historias atravessada antagônica
Contemplar solicitando beijo
Somente uma fragrância
Apreciar-te me insana
Ao ponto de implorar
Seu corpo despido ao meu.

Rodrigo Szymanski

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sinta a juventude!

Raros são os jovens que carregam no peito a juventude.
A maioria envelhece seus corações antes mesmos de ele passar pela tensa, mas doce juventude.
Não permitem assim que os seus pulmões respirem esse ar completo de sonhos e utopias.
Esquecem que suas pernas foram feitas para voar e os braços para não deixar se apegar.

Os adultos, os idosos, os que já partiram.
Esses dariam tudo para sentir a juventude.
Mesmo aqueles que nunca a tenha sentido, pois são inúmeras a história que seus amigos contam sobre ela.

Cante poemas.
Soletre músicas.
Converse aos berros.

Abra o coração, liberte seu corpo, ilumine sua mente, sinta a juventude.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Imortal

Era noite de sábado e lá estavam três gerações de homens. O pai Jorge, de 65 anos, o filho Miguel, de 35, e o neto Lucas, de 5. Jorge permanecia sentado, imóvel, com um olhar frio e fixo. Ele não via nada, não sentia nada. Há 10 anos Jorge sofreu um derrame e perdeu toda a memória, como também a capacidade de guardar lembranças. O que tinha ocorrido com ele? Os médicos não sabiam explicar. Há dez anos sua esposa Antonia lutava dia-a-dia para cuidar de seu amado. Dez longos anos, em que ela aguentava sem reclamar.
Mas aquela noite era especial, pois lá estava a família reunida com pai, mãe, filho, nora e neto. As mulheres cozinhavam e conversavam. Os homens estavam na sala. Jorge continuava imóvel, Miguel lia uma revista de carros e Lucas brincava com peças de lego, que pareciam nunca encaixar.
Lucas então abriu um sorriso, havia montado um pequeno boneco. Ele, então, chamou pelo seu pai, que o ignorou. Assim, foi em direção ao seu avó.
- Vô, olha vô. Vô.
Lucas era incapaz de entender porque ele não respondia e continuou tentando. O barulho chamou a atenção do velho, que ficou observando o garoto, sem emoções. Foi quando Miguel sem enfureceu com seu filho.
- Não incomoda o vovô Lucas, você sabe que não pode perturbá-lo.
Lucas não deu atenção para seu pai. Que partiu em sua direção. Foi quando Miguel teve uma surpresa ao ver que os olhos de seu pai olhavam fixo para Lucas. Até parecia que ele se inclinava para vê-lo melhor. Mas ignorou e continuou indo em direção ao filho. Parou novamente. Não porque quis, mas porque seu pai o indicava com a mão para parar. Miguel não entendia aquilo. Normalmente ele não demonstrava atitudes assim. A maios surpresa foi quando Jorge lançou suas mãos e com uma sutileza que só os avôs têm, colocou o neto no colo.
- Como você se chama garotinho?
- Lucas vô.
- Vô? Você é filho do Miguel então?
- Sim vô. Olha o boneco que eu fiz vô.
Miguel assistia a cena incrédulo. Não acreditava na conversava que via. Não acreditava que seu pai lembrava-se dele. Há dez anos que ele não ouvia seu pai falar seu nome. Avô e neto conversaram e logo Jorge colocou Lucas novamente no chão. Jorge, então, levantou e foi em direção a seu filho.
- Quanto tempo estive fora?
- Dez anos pais.
- Dez anos. Nossa. Desculpe filho, devo ter dado trabalho e também a sua mãe. Sua mãe. Onde está Antonia?
- Na cozinha pai, com sua nora Clara.
- Você casou com a clara então? E teve esse lindo filho. É uma pena eu ter perdido tudo isso.
Após um pouco mais de conversa Jorge se dirigiu a cozinha. Ao entrar pela porta viu o amor de sua vida, Antonia. Ao vê-lo ela deixou cair o copo que segurava. Ela soube no ato que seu marido estava ali de novo, em alma e corpo. Ela percebeu ao ver um brilho nos olhos de Jorge. Um brilho que não via há dez anos.
- Antonia.
Jorge a chamou e ela chorando veio ao seu encontro. O abraço foi mais do que emocionante, foi forte e macio, apertado e livre. Foi um abraço de vida. De saudade. De amor.
Os quatro passaram longas horas conversando naquela noite. Jorge ficou sabendo de tudo que tinha ocorrido naquela década com sua família, amigos e mundo. Ao finda da noite todos foram para seus quartos. Antonia, depois de dez anos, dormiria com seu amor de verdade e não um desconhecido.
Antes de dormir, ambos sentados sentaram na cama e se amaram, com carinho, um carinho que só os idosos sabem demonstrar. Sem volúpias e menosprezo. Olhavam-se um ao outro. E assim deitaram. Abraçados como se fossem dois jovens com medo do amanhã.
- Antonia, como é bom poder senti-la. Você deve ter passado por tantas coisas ruins. Me perdoe meu amor.
- Eu te amo Jorge, faria tudo de novo.
- Fomos abençoadas Antonia. Pense sempre assim. Recebemos um presente esta noite, quando consegui voltar ao convívio dos meus amados. Quando pude senti-la novamente.
- Sim, eu sei Jorge, fazia tudo por você sabendo que você não voltaria a ser como antes. Mas sempre tive esperança. Amo-o como quando nos apaixonamos.
Foi assim, entre falas de amor e carinhos que ambos adormeceram. De manhã, quando Antonia despertou, percebeu que Jorge estava frio. Mas mesmo assim ficou ali abraçada a ele. A morte não a assustava, pois a vida lhe tinha sido muito grata. Antonia estava sozinha novamente, mas com a certeza de que havia amado a pessoa certa. Com seu amor imortal.


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Escolhas²

Porque seguimos em frente?
Talvez, porque não nos é dado escolha.
Ou será que é porque temos medo de desviar da trilha que todos estão acostumados a seguir?
Escolha, trilha, medo.
“Somos seres humanos... mesmo sem saber seguindo em frente vamos”.
Escolhas.
Sim, temos escolhas.
Mas será que optamos ou vamos indo, indo, indo...
Escolhemos, sim, todos escolhem.
Ir em frente é o que escolhemos.
Seguimos.
Errado?
Não.
Certo?
Não.

O interessante não é o caminho, não são as escolhas e sim o fim.
Mas como não há como saber o fim antes de lá estar.
Devemos saber escolher.
Saber tomar o caminho adequado para aquele momento.
E o caminho certo normalmente é o diferente.
O negado por todos.
Só não confundam escolhas com loucura.
De louco todos tem um pouco.
Mas são poucos os loucos que tem escolha..

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Coisas do passado

Descobri em um abraço
Simples assim
Em um período ludibriado
Qualquer beijo não dado
Estive loucamente extasiado
Capaz estar apaixonado
Carinhos trocados
Beijos recusados
Mãos afugentadas
Multidão aglomerada
Noite alcoolizado
Amanhecer ao lado
Ocasião do passado

Rodrigo Szymanski

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sem medo

Não tenha medo das opções
De seguir caminhos
De viver ocasiões sozinhos
Não temas o destino
De suportar dias sem afeição
Passar noite na lucidez
Abrigue o silencio
Receba o amanha
Escolha o novo
...
Rodrigo Szymanski

Escolhas

Escolhas
Simples, complexas
Apenas escolhas
Mas não temos coragem de tomar
Escolhas

Futuro, passado
O presente é hoje
Aquilo decidido no passado
É o hoje
E o hoje..
Medo!

Medo das escolhas.
Incertas ou certas.
Indecisão..

Mas chega a hora
A escolha não foi feita

Um segundo

Futuro traçado..
Ou não!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A vida é uma poesia!

A poesia prevalece em nossas vidas me diz um amigo. Eu respondo: sempre.
O que é a vida sem poesias? Sem versos bonitos, rimas, críticas e até mesmo sem as palavras soltas.
A vida é isso, a vida é poesia.
Viver é amar em um dia de um verso triste.
É sorrir em noite de palavras doces.
Sonhar com o céu de sinônimos e antônimos..
É ser poeta. Em casa, na dor, no mar, nos olhos molhados..

Lástima anatemática

Ser teu amparo
Sobre as noites forasteiras
Sem certezas de amanha.
Não me perco por amor
Sinto falta da paixão e do perigo
Este é meu castigo
Paixão como descanso
Ter sem saber motivos
Assim revolucionário complexo
Amantes noturnos idealizados
Curioso cálice
Que saborearemos separados
Amaldiçoado sentimento de bel-prazer

Rodrigo Szymanski

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Tempo Carente

Deslembrei de tudo
Como água que lava as pedras e segue em frente,
Esqueci um passado presente
Do tempo tão indigente
Não sou eu inteligente
Exclusivamente ausente
Moleque carente
Perdi tanta gente
Paixão ardente
Desejo brigante
Beijo envolvente
Lagrimas latente
Lembrança recente

Rodrigo Szymanski

Terminar e começar

Parei de falar
Quero escutar
Chega de pensar
Vou só sentir
Quero mais é me apaixonar.

Rodrigo Szymanski

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Tempo bom - Tempo mau

Vivemos esperando que o amanhã resolva o hoje. Que o tempo concerte o passado. Mas o tempo tem duplo caráter. Um bom e um mau. E nessa espera pelo seu lado bom, acabamos por receber o mau.
Enquanto o presente vira passado, o futuro vira presente. E o passado? Bem, o passado nos atormenta!
Só que não percebemos essa duplicidade do tempo e vamos em frente. Quer dizer, não vamos. Ficamos esperando, esperando e esperando.
Viva o presente, vise o futuro, esqueça o passado!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

3 poesias da mesma origem

Vem e beije-me
Como se o ontem não existisse
Deixe o olhar se aconchegar.
Vem me abraçar
Quietinha na rua,
Pegue minha mão
Abandonando sobre as suas.
Consentindo ilusões
Entregando a uma paixão.

Rodrigo Szymanski
Foi teu corpo ao meu
Sua mão fria, quente a minha
Abraços.
Sorrisos te proponho
Beijos no rosto
Orelha...
Boca fugida...
Dedos largados...

Rodrigo Szymanski
Teu rosto antes estranho
Agora tão distante
Ao longo dos dias (noite)
Um pensamento.
Beijos ainda vagos
Hoje te falo
“Quero-te por um acaso”

Rodrigo Szymanski

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sorria, sorria!

Sabe aqueles filmes em que a humanidade vira zumbies? Estamos nele!
Diariamente, enquanto vou para o trabalho, observo as pessoas. São todos mortos-vivos. Não riem, não notam, não sentem, não percebem. Estão paralisados no tempo, esqueceram que a vida segue. Morreram, mas continuam exercendo suas funções no trabalho.
Fico feliz quando entro em um ônibus e vejo pessoas rindo, conversando. Essas ainda estão vivas!
Tinha pena daqueles que chamo de zumbie até perceber que estava prestes a me tornar um deles. Sem alma! Apenas seguia rumo ao futuro, esquecia de viver o presente. Pois chega, estou vivo, o presente está vivo e quero viver.
Sorriam meus amigos, sorriam!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tempo

Em um segundo sinto a sensação do prazer
Que surge de uma esfera vazia
E me pergunto
Como posso ter você?
Um minuto aquilo que era não é
Estranha confissão de amor
Uma palavra apenas não basta
Um beijo?
Mais que beijo?
Em uma ocasião ilícita
A fuga!
Em segundos a epidemia de raiva
Em horas a serenidade e amnésia.

Rodrigo szymanski

Noite de festa

Depois de uma noite de festa
O silencio
Silencio que faz pensar
Pensar no que ainda não vira
Depois do amor a solidão
Solidão passageira que não passa
Beijo em meio à multidão
Nomes esquecidos, rostos não lembrados
Depois do silencio o sono
Sono de embriagues
Depois do sono ligeiro da festa noturna
Uma viagem
Depois do sono um sonho
Um momento
Uma vida...


Rodrigo szymanski

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Dias normais

Por favor, tragam de volta os dias normais...
Aqueles em que crianças jogavam futebol na praça,
Pedalavam pelos morros com seus amigos,
Corriam pela vizinhança.

Hoje só vejo medo.
Pais que não permitem que seus filhos brinquem,
Pois querem protegê-los.
Crianças que preferem um mundo virtual,
Àquele que realmente importa.

Quero a normalidade de volta.
A minha normalidade.
Quero ver as pessoas felizes de novo...

domingo, 4 de outubro de 2009

CAOS

Um começo sem fim.
Um fim sem começo.
De onde partiremos?
De onde podemos tirar forças?
Tudo nao passa de caos.
Mas apenas alguns conseguem ver!
Palavras singelas...
Sem uma objetividade de interpretação...
O que é caos? Sua cultura explicará!
(Crysthian Crema Zomer)

sábado, 3 de outubro de 2009

Observando

Vá a uma festa e dê uma leve olhada ao seu redor. Está tudo no seu lugar? As pessoas estão agindo normalmente? Sim? Não! Você é mais um? Você se sente deslocado?
Eu me sinto!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O que vale viver!

É simples pensar na vida! Nascemos, vivemos e morremos. Isso simplificando, ou não, tudo aquilo que passamos. Mas parando para pensar no que vai valer nossa vida depois da palavra morremos é que não conseguimos respostas.
Fizemos algo importante? Ou melhor. Fizemos algo que tenha mudado a vida de alguém? Já que a importância de um ato está contida no que ele provoca de mudança para alguém. Não sei o que já fiz, mas quero mais. Não consigo ver as pessoas passar a vida inteira vivendo para si e somente si. Para mim, viver significa mais do que simplesmente viver minha vida. Não vale aqui pensar que vivermos nossa vida sem prejudicar a do outro é viver. Sim é, mas não, não é.
Falo aqui de vivermos nossa vida, sermos felizes sem jamais esquecer de buscar a felicidade do outro. A vida é incompleta quando a vivemos apenas para nós. Infelizmente a maioria só percebe isso quando é tarde de mais e vê que sua passagem por este local chamado Terra não deixou nada que valesse a pena.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O melhor das Mulheres

Muito se fala na parte do corpo que os homens reparam nas mulheres. Elas acham que eles só olham para a bunda. Mas eles têm opiniões variadas.
Há aqueles que realmente olham para a bunda, mas também há os peitos e os olhos. As mãos e os pés também entram nessa lista, porque não? Tem alguns que vão mais longe e dizem que olham para a pele da guria. Esses são os românticos.
Mas tem algo que é geral e que não há homem que não olhe. É a cinturinha. Sim, a doce e amada cinturinha. Não há homem que negue uma cintura perfeita e harmônica. Já vi divórcio por este motivo!
Mas não pense que cinturinha bonita é ser magra esquelética. Nem pensar!
Viva as cinturas perfeitas em equilíbrio.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Para Deus nada é impossível!

Vou repetir uma história curta que ouvi. Não lembro de quem e nem onde, mas vou repeti-la.
Certa vez, dois agricultores foram orar a Deus por chuva para que pudessem plantar. Um deles rezou e ficou esperando pela chuva. O outro rezou e foi para a sua plantação começar a preparar o campo para quando a chuva viesse.
Por muito tempo rezamos e esperamos pela chuva. Esquecemos que Deus não mandará a chuva sem antes termos preparado o campo. Se acreditarmos no Pai ele vai nos ajudar, mas ele não faz nada sozinho. Precisamos ir à luta, desafiar a vida, por à prova que nada é impossível.
Eu acredito em um mundo melhor e estou a fim de ver se isso é possível. Para Ele nada é impossível!

domingo, 27 de setembro de 2009

Monografia [11]

27.9 – Primeiro capítulo encerrado

Sim, acabei o primeiro capítulo e não estou falando de uma novela, é “apenas” a minha monografia. Digamos que 30% de todo o trabalho já foi concluído. Para ser sincero, poderia ter acabado antes, mas fiquei uma semana sem encostar em nada ligado a minha monografia.
Mas faltava pouco e em algumas horas do sábado e domingo eu finalizei o capítulo. Sim eu trabalhei no domingo, pois era preciso, já que o capítulo tem que ser entregue na terça-feira. Espero que minha coordenadora goste.

A porta da felicidade

“Somos convocados a ser felizes.”
Mentira?
Verdade!
Está bem aí na nossa frente, só falta agarrarmos com toda força a felicidade e pô-la em prática.
Ser feliz não é uma escolha ou uma decisão que temos que tomar. É algo que apenas nós podemos fazer. Uma porta que só vai abrir se nos propusermos a empurrá-la com toda a força.
A felicidade não vem com facilidade!
É algo conquistado. Algo que precisa ser suado para se obter.
Felicidade vem com a vitória.
Não, não é fácil, mas por isso que se chama felicidade.

Nosso Mundo [11]


sábado, 26 de setembro de 2009

Avante, mesmo que ninguém mais venha conosco

Está decretado, o mundo não tem solução!
Há muito tempo vejo que as pessoas não acreditam mais em uma mudança. Não nesse tempo! Sempre fui defensor do contrário. De que é nessa geração que teremos a mudança, a transformação desse mundo, algo que dê paz as pessoas. Não falo de uma Paz geral agora, acho que isso vai demorar um pouco. Falo de uma paz dentro de cada um de nós, que vai levar a Paz global.
Mas muito me enganei, porque as pessoas não acreditam mais nisso, infelizmente.
Pergunto-me. Como é possível viver sem acreditar que podemos mudar o mundo? Eu não consigo!
Não adianta esperar que outras gerações façam a mudança. Cabe a nós fazer isso. Se não fizermos isso, talvez ninguém mais faça.
É muito fácil esperar a atitude do outro, quando somos nós que temos que ir em frente...
Avante!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Eu acredito, eu confio!

As pessoas simplesmente deixaram de acreditar na mudança! E o triste é saber que elas não são culpadas. Elas estão com medo, por isso pararam de acreditar. Elas pararam de confiar uma nas outras. E quando as pessoas não confiam nas pessoas não há mais esperança.
Há algo fundamental para construirmos um mundo melhor. É a confiança. Mas como podemos confiar no outro se diariamente querem tirar proveito de nossas fraquezas? Eu entendo as pessoas, mas teimo em confiar. Eu ainda acredito na mudança. Acredito que um mundo de paz, amor e justiça é possível. Um mundo em que as pessoas não tenham medo de confiar. Acredite. Confie. A mudança só será possível se acreditarmos!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Breves Linhas [12]

Perder ou vencer não é o importante, mas sim jogar com raça, dar tudo de si!

Doce sabor

Aquele foi o mais doce dos beijos.
Acompanhado com o mais macio dos abraços.

A lua iluminava.
A chuva refrescava.
O mar cantava.

A caminhada estava no fim.
Mas o sentimento era de começo.

A lua separava as nuvens.
Os corpos eram inseparáveis.

A chuva enchia os olhos de água.
Os olhos choravam.

O mar refletia nossas imagens.
Nós nos afastávamos.

Nosso Mundo [10]


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Quem imaginaria?

Quem imaginaria que o Lula estaria discursando para os mais importantes presidentes do mundo e sendo respeitado por eles? Não quero aqui puxar nenhum saco e nem falar bem de ninguém, pois ainda consigo ver no Lula muitos erros. Mas quero falar do Brasil e no que ele vem se tornando.
Somos, assumidamente, uma potência mundial. Duvida? Então pegue o jornal e veja em que embaixada o presidente deposto de Honduras procurou asilo ao retornar em busca de voltar ao poder? Veja de que país é o presidente que Obama, destaque no cenário internacional naquele momento, afirmou “Este é o cara”.
O Brasil hoje é uma potência. Superamos uma crise com criatividade e vontade. Nosso povo é trabalhador e o mundo está percebendo isso. Agora volto a uma frase de um texto anterior “O poder corrompe”. Será que vamos saber usar este poder? Ou seremos apenas mais um país como foi Portugal, Espanha, Inglaterra, Roma..?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Brasileiro, trabalhador

Vou devagar
Sou trabalhador
Não levanto minha voz
Faço o que tenho que fazer

Busco melhorar
Mas ganho pouco
Cansado estou
Dormir não posso

Em minha casa
De barro e palha
São quatro janelas
E apenas uma porta

Tudo que entra
Nunca mais sai
A fome aperta
Mas o cinto mais

Sou trabalhador
Às vezes desempregado
Mas me chamam de desocupado

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Renata

Renata andava elegantemente pela rua, seus sapatos vermelhos constratavam bem com o vestido longo amarelo. De repente ela percebeu que ao seu lado caminhava uma linda podle que a observava. Mas o que a surpreendeu foi um berro alto atrás dela.
- RENATA!
Renata congelou, não sabia o que fazer, então, estática, escutou novamente a voz.
- Renata! Parada! Já! Não morde a moça! Moça pode ir, moça.

Monografia [10]

20.9 – Regras já!

1 – Proibido fazer monografia aos domingos.
2 – Proibido pensar em monografia aos domingos.
3 – Preservar o domingo, evitando fazer monografia.
4 – Domingo é dia de descanso.

Breves Linhas [11]

Não procure por algo que deseja. Faça acontecer.

sábado, 19 de setembro de 2009

Monografia [9]

19.9 – Enfim sós

Por um milagre “saturdino”, hoje, sábado é claro, consegui ficar um tempo a sós com minha monografia. A princípio eu olhava ela, ela me olhava e os dois se estranhavam, mas depois fizemos amizade e deu tudo certo. Ufa..
Duas páginas de Teoria da Recepção e receptor se foram, agora falta continuar o primeiro capítulo. Mas hoje chega. Minha programação é desatolar uma vaca hoje à noite, acordar amanha perto do meio dia e voltar a escrever. E viva o fim de semana. Ou não! Daqui a pouco minha monografia começa a reclamar que não estou dando atenção para ela – sim ela fala, até me dá dicas de títulos.
Alguém conhece algum bom psiquiatra? Acho que vou precisar quando acabar este relacionamento autor/monografia.

Se não for..

Se isso não é amor, então não sei o que é amar!

Sorrir simplesmente por vê-la em fotos, por lembrar de seu sorriso.
Achá-la ainda mais linda quando está com roupas simples e sem maquiagem.
Ser feliz por estar ao seu lado. Por observá-la contar como foi o seu dia.

Se isso não é amor, então não sei o que é amar!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O amor

Nada conseguimos combatê-lo. Por mais que tentemos impedi-lo, ele sempre mostra suas caras. Mesmo vivendo o presente, sempre visando o futuro, é inevitável não olhar pelo retrovisor para o passado. Ele está lá, foi marcante, é vivo e o carregamos dentro de nós. Não há maneira de destruí-lo. Evitamo-lo, mas não é o suficiente. Ele retorna nos momentos de nossa fraqueza. E não adianta relutar. Somos fracos constantemente.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Nosso Mundo [9]


...está virando uma máquina!

Amor & Volupia

Amor com Volupia?
ou
Volupia com Amor?

O que é melhor?

Amor sem Volupia?
ou
Volupia sem amor?

O que te satisfaz mais?


Amor!
Volupia..



Breves Linhas [10]

Um dos meus anseios de chegar ao infinito é a esperança de que, ao menos lá, as paralelas se encontrem! (Dom Helder Câmara)

Monografia [8]

17.9 – Tudo para o alto
Tem horas que tenho vontade de jogar tudo para o alto, mas, (in)felizmente não posso. A minha única escolha é seguir em frente com a mono. Sinceramente o que me cansou foi essa semana, em que produzi meu projeto final de TV ao mesmo tempo que a monografia. O pior é que semana que vem eu continuo a fazer o projeto e na próxima já tenho que entregar o primeiro capítulo da mono.
Um resumo da semana: cansativa mentalmente.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Simples e tão complicada Liberdade

Liberdade é muito mais que uma simples palavra, mais até que um sentimento. É uma atitude, uma escolha. Escolhemos seguir, ter, sentir essa palavra e tornamos assim esse sentimento vivo, real.

Doce, picante, amarga, salgada.
Apaixonante é sentir a liberdade e estar incluso nesse seleto grupo.

Seleto!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O poder corrompe!

Não é de hoje que todos sabem que o poder corrompe. Esta é uma frase dita nas mais variadas línguas e tradições, por séculos e séculos. Uma frase que não perde a validade. Vemos diariamente isso acontecer bem a nosso frente. Pessoas que eram simples e ficaram poderosas simplesmente esquecem seus princípios. Esquecem que do barro vieram e para o barro vão voltar. Ignoram, na maioria das vezes, àqueles que os ajudaram a chegar onde estão. Mas isso ocorre com todos que conseguem poder? Temo que sim! O poder corrompe, vicia, e não adianta dizer que sabe controlá-lo, que não sabe. O mais prudente é ficar longe dele. Mas aí aqueles que não devem ter o poder o terão e tudo continuará igual! O que fazer! O jeito, jamais pensei que diria isso, é não existir poder. Como? Não dando o poder a ninguém e o dando a todos! Mas acho que isso é cedo de mais para a humanidade. Creio que será esse o desfecho final de nossa sociedade (sonhando que o desfecho seja positivo, nem quero imaginar o negativo). Será esse o patamar final de nosso povo: um momento em que não haverá um poderoso, mas que todos terão o poder. Uma sociedade em que todos tenham a mesma voz e a mesma força. Sem diferença alguma, a não ser a de gostos pessoais, como o de preferir doce ou salgado. Não falo aqui de uma sociedade padronizada, mas de uma sociedade livre. Seremos diferentes, mais iguais nas diferenças.
Pensem nisso..

Nosso Mundo [7]

..também tem vida!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Monografia [7]

14.9 – Vai dar tempo?

Fico me perguntando se vai dar tempo a todo o momento. Será que vou finalizar o primeiro capítulo da monografia até dia 29? Ainda estou na fase de leitura, sendo que essa etapa parece que não acaba mais. Tento me organizar, mas nem tudo acontece como prevemos. Às vezes um convite de sábado a noite é mais forte que nós mesmos. Mas vou levando. Acho que vai dar tempo. Mesmo assim fico preocupado. Na verdade a monografia está tomando conta dos meus pensamentos, não consigo mais nem escrever meus textos para o Blog. É amigos (não da rede Globo), vida de “monografador” não é fácil.
Uma notícia boa! Escrevi as primeiras linhas do primeiro capítulo. Mas não nós empolguemos, só escrevi pois fiz uma paráfrase que achei que devia começar a minha mono. Isso é bom. Acredito que agora já tenha tudo esquematizado na minha mente. O mais difícil já foi feito; a primeira linha. Mas a dúvida ainda continua: vai dar tempo?

Cúmplices da realidade

Vivemos, não destruímos, não roubamos. Vivemos, e somos cúmplices da destruição da vida. Somos Culpados!

Domingo à tarde, não conseguia pensar em nada, mas uma mensagem na TV, que não me lembro de quem era, trazia o contexto de que “Vivemos, não destruímos, não roubamos. Vivemos, e somos cúmplices da destruição da vida. Somos Culpados!”.

A frase foi formulada por mim, a idéia não. Somos culpados! Sim, nós que não matamos, que não destruímos e não roubamos, nós somos os maiores culpados. Pois se omitimos, deixamos que matem, que destruam, que poluam.. Nós somos os maiores culpados.

Reflexão simples. Alguém tenta matar uma pessoa, você está acompanhando este assassino e não impede que ela mate fulano, você é cúmplice, a justiça o considera culpado e ponto final.

Acompanhamos diariamente centenas de “empresas assassinas” de nosso planeta e o que fazemos. Nada! Certo, certo vocês fazem alguma coisa, reclamam e eu também. Chego para meu colega de jornalismo e comento, “Hoje estavam arrancando as árvores da praça” e só.. Será que isso é o suficiente? Claro que não.

Culpados! Esta é minha sentença. A pena, bem a pena será cumprida por seus, nossos descendentes. Eles pagaram o “pato”, ou, melhor dizendo, eles não saberão o que é um pato.

Breves Linhas [9]

Grandes amigos não lhe dirão o que fazer, mas estarão atentos para lhe oferecer uma mão quando você precisar de ajuda para fazer o que precisa.

domingo, 13 de setembro de 2009

Santa Catarina, rogai por nós.

Roberto Malvezzi (Gogó)


Observem Santa Catarina. Reparem que não tínhamos furacões, mas já tivemos o Catrina. Observem que as enchentes sempre existiram, mas não destruíam cidades inteiras como no ano passado no vale do Itajaí. Reparem que não tínhamos tornados, mas ventos de 180 quilômetros por hora arrasaram comunidades inteiras nesses dias tenebrosos. Sinceramente, já não me recordo das estatísticas dos desabrigados, dos feridos e nem dos mortos. Mas, cada família, tendo tudo perdido, ou tendo parentes mortos, guarda na memória os entes que se foram.

Reparem a classe política de Santa Catarina. De costas para seu povo e sua tragédia, propõe alterar o código florestal, que é uma lei nacional, à revelia da constituição, e alargar a possibilidade do desmatamento para além do que já foi desmatado, do que é permitido por lei. Reparem a lógica, a sensibilidade humana, social e ambiental que move os representantes dos interesses dos catarinenses. Em todo o Brasil, em todo o mundo, salvo exceções de praxe, os outros são iguais a eles.

Reparem os rostos das pessoas assombradas pelos efeitos das mudanças climáticas. Observem o rosto de terror de quem viu sua casa sumir num cone de vento, quem segurou sua filha pelo braço arrastada pelo vento, de quem procurou no escuro o que sobrara, não de sua casa, mas de sua família.

Observem bem. Hoje foi com eles, amanhã será com qualquer um de nós. A rota da humanidade é ir até o fim.

Eu tenho um amigo galinha!

Eu tenho um amigo galinha!
Afirmo sem medo que tenho um amigo galinha, daqueles mais galinhas, que não respeitam namoradas dos outros, só se forem casadas. Ele é do tipo que “se deu bola, já era”. Tenta ficar com todas, ao mesmo tempo se possível. E o principal, nenhuma delas reclama. Pelo contrário, gostam. Elas se sentem bem, por que ele as valoriza. Na verdade só é galinha de verdade o homem que valoriza as mulheres, por que se não ele seria um canalha e não ficaria mais do que uma vez com elas. Esse meu amigo não, ele cria relações com elas, se torna amigo. Às vezes tem várias ao mesmo tempo. É claro que elas não sabem. Mas o incrível é que muitas vezes ele fica semanas com uma guria, que já tem namorado.
Outra coisa que me surpreende é que ele não consegue fazer sexo só por fazer. Ele tem que criar um vínculo com a pessoa, se não, não tem prazer. Afinal ele é um galinha, não um canalha.

P.S.: Extraordinário é ver que este amigo quando está namorando é fiel!

Nosso Mundo [8]


...é lindo!

sábado, 12 de setembro de 2009

Nosso Mundo [6]


..também tem belezas!

Companheiro é companheiro

São nos sábado à tarde, fazendo trabalhos chatos e entediantes, que você descobre como é importante ter um amigo. Amigos de verdades, é claro. Um liga e convida para ir a uma festa com entrada free, outro para ir jogar algum esporte e há aqueles que são mais diretos, ligam para tomar uma cerveja. E porque não fazer tudo isso? Mais aí faltaria tempo para fazer aquele trabalho chato e entediante. Que pena!

Como dizia meu professor de elétrica do segundo ano “o que vocês fazem da meia noite às seis da manhã”. Finalmente eu entendi o que ele queria dizer.

Rompendo Paradigmas

Ontem assistindo o final da novela “caminho das índias”, me deparei com um questionamento. Todos vocês que assistiram à novela, ou se não, devem sabem do enredo. Eu observei bem poucos capítulos, além disso, sabia que em algum lugar da índia, havia uma família tradicionalmente conservadora dos conhecimentos Hindu, na novela representada pela família Ananda. O protagonista desta família era um homem orgulhoso e defensor dos sistemas de castas “Opash”, antes do ultimo capitulo pensava ser comerciante. E por sua ferenha defesa das castas, esta em conflito com “Shankar” um Brâmane, que criou um intocável como filho e apoiou uma dalit para uma espécie de “deputado” indiano.
Entendendo o enredo ou não, o que importar é perceber o fim da novela, “Opasch” descobre ser filho de “Shankar” seu grande inimigo de lutas tradicionalistas hindu. “Shankar” era podemos dizer um intelectual/sacerdote que defendia as “lutas de classe”.
Havia e a uma luta de classe, como acontece aqui no Brasil. Mais o objetivo não é dizer quem esta certo ou errado. Mas sim perceber, a insensibilidade da escritora deste enredo. “Opasch” rompe com todos seus paradigmas de uma vida em um momento. Eu particularmente não acredito em rompimentos tão instantâneo, com todo um paradigma vivido durante toda uma vida. Para um amigo meu ontem em uma mesa de bar isso se chama “amor” que pode mudar tudo em toques de mágica. Para mim a mudança tem um processo, a conversão de vida se da por passos a passos, às vezes muito mais lento do que acreditamos, não somos imaculados, somos viciados pelo sistema.
Somos influenciados e influenciamos, formamos uma identidade no dia a dia, com as indivíduos e os meios que nos cercam, com nossa cultura, com um sistema(opressor), com uma mídia que diz como devemos ser.
A autora foi infeliz, alias sempre acho que os autores de novela são infelizes. Tentam representar a vida real de uma forma fraudulenta. Mais por outro lado acredito que hoje neste mundo instantâneo. As pessoas acreditem que podem se converter, romper paradigmas em segundos. Exemplo os movimentos neos-pentecostais.
Eu ainda acredito no processo, que tudo, ate o amor é um processo, que é caminhando que se chega e se constrói.
Mais será que “Opasch” só rompeu com seus paradigmas por ter subido de casta?

Rodrigo Szymanski

Monografia [6]

12.9 - A arte da fuga

Percebi que estou ficando bom em fugir da mono. Um dia é jogo do Brasil, no outro futebol com os amigos e mais futebol no dia seguinte. Hoje, sábado, sentei na frente do PC, li alguns sites de notícias (fuga), passei pelo Kibe loko (fuga), parei para finalizar o roteiro de um programa de TV que vou gravar segunda e quarta (obrigação) e agora chegou a hora de começar a ler e escrever de novo. Bem, adivinhe o que vou fazer? Estou com vontade de comer bobiças, coloquei minha roupa, estava de pijama ainda, e vou ao mercado (fuga).
Apesar de tudo e de faltar 16 dias acho que está rendendo, já tenho sete paginas de citações diretas e indiretas – antes de começar a escrever quero ler tudo que possível.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Incógnita

Eu,
comigo.

E mais ninguém,
eu sou, eu.

Mesmo sem ninguém saber quem sou, eu.

Sou.

Uma alternativa.

Eu,
sem mais palavras,
sou eu.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Monografia [5]

10.9 - Acordando

Acho que meu pai e minha mãe defendem a ideia de eu fazer monografia o resto da vida, pois quem diria, eu, acordando cedo. Não que eu seja um preguiçoso ou coisa parecido, mesmo muitos pensando assim. Só que gosto de levar um horário diferente – trabalhar à tarde, estudar a noite e pensar de madrugada. Mas tenho que ser honesto, dá preguiça fazer monografia de madrugada, então resolvi dormir cedo e acordar cedo. Não que isso me agrade. Pelo contrário, às vezes muito me irrita. Mas uma coisa que me deixa feliz é ver que estou escrevendo mais sobre como está indo minha monografia, ou seja, estou trabalhando cada vez mais em cima dela, ou não.

Trem da Vida

Todos a bordo! Parece até que posso ver um homem vestido de branco e uma luz forte ao seu lado berrando esta frase. Mas não teria como lembrar disso e somente se o médico que fez o parto da minha mãe fosse muito louco gritaria esta frase. Mas então porque associo a cena? Pois gosto de imaginar a vida como um trem, em que entramos e saímos nas estações. Não veja o sair como algo doloroso e cruel. Vida e morte andam juntas. Sempre.
Mas esse trem é maior que apenas estações, ele tem inúmero vagões e nós escolhemos em qual queremos estar. É claro que quando entramos no trem vamos para determinado vagão, mas com o caminhar da vida e do trem, podemos escolher outros vagões. Devemos. No trem, nenhum momento é igual a outro, por isso é impossível ficar sempre no mesmo vagão, mas constantemente voltamos para matar a saudade. Isso é permitido no trem da vida. Na verdade, tudo é permitido. Até invadir vagões que não somos convidados, estragar acentos dos vagões de nossos amigos, entre muitas outras coisas.
Quem guia esse trem? Ninguém nunca viu, mas sabemos que ele está lá na frente. Alguns dizem que quando descemos do trem podemos vê-lo. Ainda não posso afirmar isso, vou esperar para quando eu descer. Que, aliás, é algo misterioso, pois ninguém sabe o que acontece com as pessoas que descem. Muitos criam várias teorias, mas eu gosto de pensar que será uma surpresa, e boa.
Há pessoas que tentam descer do trem antes da hora, mas isso não é permitido. Chamamos essas pessoas de insanas e separamos um vagão para elas. O vagão da insanidade. Sim os vagões têm nomes. Normalmente leva o nome do que tem nele. Às vezes é um vagão tão particular que só o dono sabe seu dono. Tenho alguns desses. Na verdade não são meus, mas com a possibilidade de serem. Não dou um nome específico a eles. Chamo-os apenas de Futuro.
A mudança de vagão para vagão é constante. Em alguns momentos moramos em vários vagões ao mesmo tempo. Atualmente eu moro no vagão Família, Amigos, Profissão, Faculdade e Lazer. De vez em quando passeio por outros vagões como o Relacionamento, Viagem e Festa, entre outros. Nessas mudanças constantes é comum termos que tomar decisões difíceis. Não é tão simples mudar de vagão. Eu por exemplo terei que decidir em breve entre os vagões Família, Profissão 1, 2 e 3, Relacionamento e Amigos. Não poderei ficar com todos.
Todos já estamos a bordo e não há como sair desse trem. Quando perdemos um vagão ou um assento, não podemos esquecer-nos do resto do trem, um trem enorme, que desde o embarque até a descida não somos capazes de conhecer por inteiro. Nesse trem há muitos vagões a se escolher mas só um caminho a seguir. Ir em frente. E que o maquinista nos guie com sabedoria.
A vida em um trem, o trem da vida.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Monografia [4]

9.9 - Parada proibida

Sei que é importante não interromper uma linha de pensamento quando se está “monografando”. Mas isso é quase impossível quando tem jogo do Brasil! Juro que resisti. Quando soube que ia ter jogo eu pensei, “não vou assistir, tenho que ‘monografar’”, mas aí veio a notícia, “Imperador em campos”. A monografia (e minha orientadora) que me perdoem, mas como brasileiro e flamenguista não da de recusar um convite para assistir um jogo desses. É Brasil rumo ao hexa.
E falando um pouco do que passei hoje durante a produção da monografia eu me pergunto por que alguns títulos trazem X e no texto tem Y? Ao @@@@@ com esses autores. Não tem jeito. O jeito é ler, ler e ler. E depois de tudo. Ler mais um pouco.

Breves Linhas [8]

Não sei quem sou, mas sou. E sabendo o que sou busco entender quem sou.

O Golpe (Completo)

Segue o conto completo para que não tiver paciência de ir link por link.
Toca o telefone na redação. Atendo.
- Registro Alternativo, Miguel, boa noite.
- Vai haver um golpe amanhã!
Penso em desligar. Deve ser um trote. É comum recebermos ligações de todo o estado com informações escandalosas. Mas como o jornal está quase pronto e já defini as manchetes da edição que vai para cada catarinense amanhã decido continuar a conversa.
- Com quem estou falando?
- Não posso dizer meu nome, seria preso por isso. Mas te afirmo e garanto que os militares, com o apoio do Supremo Tribunal Federal, vão promover um golpe amanhã, tudo esta sendo feito silenciosamente. Amanhã, cada chefe de executivo será anulado e um militar será colocado em seu lugar. Isso vai acontecer no Brasil inteiro.
- Certo. Me diga como isso é possível e como você saberia disso?
- Porque fui o único ministro que não aceitou isso. Miguel entenda bem, já liguei para outras redações, mas não acreditaram em mim. Estou sendo ameaçado por não aprovar isso. Tive que tirar minha família do país.
A porta do meu escritório abre. Três militares entram. Um alto e magro, um mediano e careca, outro baixinho e com um tom mais severo.
- Mas o que é isso? (Grito com minha secretária) Como entram assim em minha sala.
- Não precisamos de autorização para entrar aqui. (Rebate o baixinho, que deve ser o militar de maior cargo entre os três).
Nessa hora vejo que o telefonema era verdadeiro. Lembro que ele ainda está na linha. Penso rápido e volto ao meu contato anônimo.
- Senhor. Entendo a preocupação com o seu filho e como forma de ajudar a achá-lo, peço que me envie mais informações sobre ele com todos os detalhes. Mande tudo para o e-mail
editorchefe@registroalternativo.com.br junto com seu telefone para que eu poça contatar o senhor, no caso de precisar de mais detalhes. Um forte abraço e lhe desejo muita sorte. Garanto que sua família poderá se unir mais uma vez em breve.
O que será que os militares vieram fazer aqui? Desligo o telefone com um certo receio de que os militares possam ter desconfiado de alguma coisa.
Olho sério para os intrusos e antes que possam me dirigir a palavra eu o faço.
- Então, qual o motivo dessa visita? Estamos longe do 7 de setembro para termos militares marchando por aí.
- Escute bem senhor, isso aqui não é uma brincadeira. Temos um assunto sério para tratar com o senhor.
A forma rude e direta do baixinho me impressiona, mas pelo menos vejo em seus olhos de que não desconfiam da ligação que recebi e me avisava sobre o que eles queriam..
- Então, se é tão sério, sentem-se para conversarmos.
- Senhor..
- Miguel, por favor.
- Senhor (Repete fortemente), chegou aos nossos informantes que um anônimo vem ligando para as redações alarmando de um possível golpe militar no dia de amanhã. É claro que tal baixaria não passa de uma brincadeira sem graça e que põe em dúvida o nosso comprometimento com esta nação. Por isso, juntamente com meus companheiros, estamos visitando as redações para saber se este contato foi feito e também, quando o telefonema foi recebido, se foi possível identificar o anônimo.
- Para falar a verdade, recebi sim um telefonema assim há 15 minutos. Se viessem antes ainda o pegariam na linha, mas não costumo dar bola para esses trotes e desliguei. Sobre o anônimo posso lhe disser que era homem e tinha a voz vibrante, nada mais.
O seu olhar sobre mim foi aterrorizante, nesse momento percebi o quão sério era o assunto e decidi que levaria a pauta adiante. Como vou fazer isso terei que descobrir mais tarde.
Após uma pausa de olhares o militar me olha com certo sarcasmo e fala.
- Certo, mas por precaução, obtivemos esta liminar (O soldado alto me apresentou o documento) para manter dois vigilantes nesta redação, a fim de que esta mentira não seja motivo de problemas futuros com este jornal. Ficando claro esse ponto, deixarei aqui o soldado Marinho e o sargento Souza. Souza ficará em sua sala e vai instalar uma escuta em seu telefone para o caso do anônimo voltar a ligar. Marinho ficará passeando na redação a fim de conhecer melhor este trabalho, seu sonho é de ser um militar-jornalista.
Sabia que a posição dos dois era estratégica. Um evitaria que eu recebesse qualquer ligação e dessa forma me privaria de ordens para meus subordinados. O outro poria medo nos meus repórteres. Eles não diriam isso diretamente, mas todos entenderiam.
- Bem, se tratando de uma ordem judicial terei que acatar, mas deixo claro que acionarei imediatamente os advogados do jornal para tirar seus capachos de minha redação. A censura que isto significa é ultrajante.
- Senhor, queria deixar claro também, que a liminar impede o senhor de publicar qualquer informação sobre esta intervenção. O não cumprimento deste fator poderá ocasionar na sua prisão e em multa ao jornal. Isso era tudo, agora tenho outros jornais a visitar, boa noite.
Quando Souza começa a instalar a escuta e Marinho parte para a redação os repórteres começam a se agitar. A maior parte deles não gosta de militares.
- Amigos (Digo em voz alta para todos), hoje teremos a companhia de dois militares. Este é Souza, ele veio me assessorar com alguns futuros problemas em meu telefone. E este é Marinho, ele gostaria de conhecer um pouco da nossa profissão, então ficará conosco passeando pela redação. Peço que lhes deem a devida atenção.
Dizendo isso volto para minha sala, agora preciso esperar o e-mail e pensar em uma forma de despistar Souza.
Chega uma mensagem nova, justamente a que eu esperava.

“Caro Miguel, segue os dados.
- O golpe será realizado amanhã, às 12 horas.
- Envolve militares, entre eles Exército, Marinha e Aeronáutica.
- Eles têm o apoio do presidente do STF que convenceu os outros ministros.
- Os soldados estão autorizados a usar a força.
- Tudo está autorizado por liminares do STF.
- Meu contato é 8776-3190
- O objetivo do golpe é derrubar todos os chefes de executivo, fechar o Senado, as Câmaras Municipais, Estaduais e Federal. Dando assim o poder na esfera nacional ao presidente do STF, Rubens Dergamethu, e nas outras esferas aos militares, que também controlariam o Senado e a Câmara Federal, composta exclusivamente por militares.
- O povo não saberia de nada até tudo estar no seu lugar, dando a chance de o novo governo plantar uma mentira para iludir a nação. O que planejam para fazer isso eu não sei.
Grato com sua atenção. Aguardo uma atitude de sua parte, a qual não obtive dos outros jornais. Sei que isso pode ser complicado a você, percebi que os militares já foram lhe visitar, mas não vejo outra alternativa para evitar este ultraje a nossa nação.”


Se tudo o que o ministro escreveu for verdade podemos estar perto de uma nova ditadura, mas dessa vez mascarada. Mas como farão isso? Bem teremos que descobrir. Preciso reunir um grupo para cobrir este assunto de uma forma silenciosa e sem que os militares descubram. Será difícil, mas sei exatamente o que fazer.
Não posso usar o telefone e nem a minha sala, então utilizo o MSN na esperança de que Marinho não esteja fuçando os jornalistas com quem eu vou conversar.
Primeiro converso com Bernardo e Sônia, eles vão me ajudar a escrever a matéria. Em seguida com Gilberto, o diagramador, ele fará uma falsa página 4, 5 e 6, pois eu mesmo diagramarei as quem terão as matérias do golpe. Agora preciso falar com Adão, responsável pela impressão, ele vai imprimir alguns exemplares falsos, prevenindo no caso de os militares irem à gráfica averiguar o que está saindo.
Tudo encaminhado. Agora preciso tomar alguma atitude para que as outras redações também façam essa cobertura. Mas como? Eles também devem estar sendo vigiados.
São quase 21 horas, horário em que envio algumas das manchetes para os jornais regionais e estaduais. Já sei o que fazer. Junto com as manchetes envio uma que não sairá amanhã, mas que fará os jornalistas entender que estamos cobrindo a pauta do golpe.
A IMPORTÂNCIA DO ANEL DE TUCUM PARA A SOCIEDADE
Espero que eles entendam. É claro que para um militar isso vai passar despercebido. Eles ainda ignoram a força desse anel durante os tempos de ditadura.
Tudo pronto. Sônia e Bernardo finalizaram seus textos e eu o meu. É claro que eles que tiveram que entrar em contato com o nosso amigo informante, já que minha sala era vigiada de perto. Também já diagramei o que faltava (Montei os textos na página do jornal). O próximo passo é enviar para o Adão as páginas. Ele já sabe o que fazer.
O relógio bate uma hora da manhã. Na redação só ficaram Sônia, Bernardo, os militares e eu. O celular de Souza toca. Será que eles descobriram a página? Espero aflito pela sua reação. Ele atende.
- Sargento Souza, boa noite. Como assim Senhor? (Ele me olha com malícia nos olhos). Certo senhor. Faremos isso agora mesmo. (Ao desligar o telefone ele berra ao companheiro) Marinho venha até aqui! Senhor Miguel, acabamos de receber a informação de que está tudo em ordem com o exemplar que irá para as bancas amanhã. Tenha uma boa noite. Vamos Marinho!
As suas últimas palavras quase me derrubaram, mas consegui me manter firme. Os militares saem da minha sala e então entram Sônia e Bernardo. Toca meu telefone e peço para que eles aguardem.
- Registro Alternativo, Miguel, boa noite. Não se preocupe Adão, você não vai ser responsabilizado por nada. Acalme-se homem. Eu sei com quem estamos se metendo. (Ele fala sem parar, não é por menos) Mas saiba que o que você fez foi certo. Sim, também acho melhor você sair da cidade por uns dias. Não, não se preocupe quanto a mim. Até logo e muito obrigado meu amigo.
Olho para os dois jornalistas na minha frente, eles estão apreensivos, repito quase as mesmas palavras que falei para Adão. Sônia aceita o conselho de sair da cidade, sua prioridade é a filha de três anos. Já Bernardo decidiu ficar e me ajudar no que mais eu precisasse. Não esperava outra atitude de um jovem, por isso o escolhi para me ajudar, sabia que ele se entregaria de corpo e alma a esta pauta.
Sozinho com Bernardo começo a falar sobre meus planos.
- Sente-se, vou lhe contar o que precisamos fazer.
- Você planeja algo maior que os textos então?
- Sim, pode ser tarde quando os jornais saírem, vou contatar algumas pessoas que conheço. Pessoas que participam de movimentos sociais. É preciso levar a população às ruas amanhã.
- Certo, e no que eu posso ajudar.
Paro um pouco, penso e respondo.
- Preciso que você prepare os textos que irão ao site do jornal amanhã e um e-mail que mandaremos para todos os veículos do Brasil e do mundo. Prepare um pacote completo, com tudo o que sabemos. Preciso também que prepare textos para postarmos no site.
- Mas assim que colocarmos as matérias no site os militares virão até aqui.
- Calma. Já previ isso, então só vou atualizar o site com essas informações às sete horas da manhã. Mesma hora em que irei mandar os e-mails para os veículos. Você não estará mais aqui, pois será questão de minutos para os militares virem para o jornal.
Observei nos olhos de Bernardo que ele não concordava com isso, mas que respeitaria minhas ordens. Sei o que estava fazendo, mas não havia outro jeito. Não posso envolver outras pessoas. Os militares irão procurar alguém para jogar a culpa.
Bernardo sai para produzir os textos. Começo a ligar para alguns companheiros do meu tempo de juventude, um período no qual militava na Pastoral da Juventude. Eles ficarão responsáveis por levar o povo à rua. É o único jeito de impedir o golpe. Pena que meus contatos abrangem apenas o estado de Santa Catarina, mas com certeza eles aumentarão o alerta para sua rede de amigos.
Textos prontos, e-mails e atualizações de site engatilhados. Tomo um drinque com Bernardo e o mando para a casa.
- A liberdade do povo e de expressão!
- A liberdade!
Cochilo até as seis, Na verdade, não consegui dormir direito, ficava imaginado militares entrando na redação. Aguardo até as sete. Os jornais já foram distribuídos. O telefone toca, sei o que é, mas não atendo. Antes eu encaminho os e-mails e atualizo o site. Toca novamente o telefone. Atendo.
- Parabéns meu amigo!
- Lucas?
- Sim.
- Meu telefone está grampeado, cuidado com o que falar.
- Entendi. Mas só liguei para deixá-lo tranqüilo. Agora a população já sabe de tudo. Espero que fique tudo bem com você.
Ouço a porta da redação, algumas pessoas entram no recinto.
- Lucas. Eles chegaram. Faça o que tiver que fazer, mas tome cuidado. Eles vão utilizar a força para conseguir o que querem.
Desligo o telefone na mesma hora em que os mesmos militares que vi horas antes, acompanhados por outros cinco, entram na minha sala.
- Marinho, algeme-o. (A ordem é do baixinho)
Antes mesmo de sentir o frio do metal das algemas, caio no chão desmaiado. Eles estavam nervosos. O jornal os pôs nervosos. Na verdade Marinho não me algemou, não naquela hora, ele apenas se limitou a me dar uma coronhada e me levar preso.
Mas era tarde para os militares tentarem desfazer o que havíamos feito. Jornais do mundo inteiro estavam divulgando o golpe. O povo estava na rua indignado. Por isso eles foram para frente das prefeituras e palácios dos governadores, até mesmo para o congresso, todos guiados por líderes de movimentos sociais.
Dessa maneira os militares não conseguiram tomar o poder da maior parte do território. Em alguns locais eles tiveram sucesso. Mas dias depois, após muita negociação eles devolveram os poderes que tinham tomado. Muitos civis foram presos durante este processo, mas pouco a pouco as pessoas foram sendo liberadas, alguns com marcas de tortura. Mesmo no século 21 utilizaram desta técnica para amedrontar a população. Eu também fui libertado, mas sem antes haver rodadas e mais rodadas de negociações.
Por fim, o golpe não passou de um trote, mas que deixou cicatrizes profundas em muitos brasileiros.

Nosso Mundo [5]


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Monografia [3]

8.9 – Agora é oficial

Em fim comecei a fazer minha monografia. A princípio isso parece uma boa notícia, mas ela é frustrante, pois estou com mais de um mês de atraso. Nessas horas gostaria que ninguém me perguntasse como vai minha monografia, embora eu goste de falar sobre ela. Entretanto o mais frustrante é ver na frase de MSN de uma colega o seguinte dizer “Existe vida após a monografia?” e o pior é que ela conta quantos dias faltam para entregar o primeiro capítulo. Faltam 19, quer dizer 18, porque hoje já se foi.
Minha chefe me disse que estou sofrendo da síndrome da fuga e que isso é normal na produção da monografia. Bem, hoje eu parei de fugir. Não ao pé da letra, ainda procuro distrações como andar pela casa, sentar em uma poltrona em uma sala vazia e escrever como está indo o processo de “fabricação” da minha monografia.
O que eu fiz hoje? Li um artigo. Viva! Ou não. O importante de hoje foi que entendi o que preciso fazer agora - ler muito. Ler e anotar o que achar importante. Decidi ler tudo que posso primeiro e então só depois pensar em escrever. Aí seleciono tudo que anotei e vejo a ordem dos diálogos entre autores do primeiro capítulo. Acho que vai ser assim. Se vai dar certo? Boa pergunta. Minha orientadora é quem vai dizer se sim ou não.

O Golpe (Parte 8/8)

Cochilo até as seis, Na verdade, não consegui dormir direito, ficava imaginado militares entrando na redação. Aguardo até as sete. Os jornais já foram distribuídos. O telefone toca, sei o que é, mas não atendo. Antes eu encaminho os e-mails e atualizo o site. Toca novamente o telefone. Atendo.
- Parabéns meu amigo!
- Lucas?
- Sim.
- Meu telefone está grampeado, cuidado com o que falar.
- Entendi. Mas só liguei para deixá-lo tranqüilo. Agora a população já sabe de tudo. Espero que fique tudo bem com você.
Ouço a porta da redação, algumas pessoas entram no recinto.
- Lucas. Eles chegaram. Faça o que tiver que fazer, mas tome cuidado. Eles vão utilizar a força para conseguir o que querem.
Desligo o telefone na mesma hora em que os mesmos militares que vi horas antes, acompanhados por outros cinco, entram na minha sala.
- Marinho, algeme-o. (A ordem é do baixinho)
Antes mesmo de sentir o frio do metal das algemas, caio no chão desmaiado. Eles estavam nervosos. O jornal os pôs nervosos. Na verdade Marinho não me algemou, não naquela hora, ele apenas se limitou a me dar uma coronhada e me levar preso.
Mas era tarde para os militares tentarem desfazer o que havíamos feito. Jornais do mundo inteiro estavam divulgando o golpe. O povo estava na rua indignado. Por isso eles foram para frente das prefeituras e palácios dos governadores, até mesmo para o congresso, todos guiados por líderes de movimentos sociais.
Dessa maneira os militares não conseguiram tomar o poder da maior parte do território. Em alguns locais eles tiveram sucesso. Mas dias depois, após muita negociação eles devolveram os poderes que tinham tomado. Muitos civis foram presos durante este processo, mas pouco a pouco as pessoas foram sendo liberadas, alguns com marcas de tortura. Mesmo no século 21 utilizaram desta técnica para amedrontar a população. Eu também fui libertado, mas sem antes haver rodadas e mais rodadas de negociações.
Por fim, o golpe não passou de um trote, mas que deixou cicatrizes profundas em muitos brasileiros.

O Golpe (Parte 7/8)

Paro um pouco, penso e respondo.
- Preciso que você prepare os textos que irão ao site do jornal amanhã e um e-mail que mandaremos para todos os veículos do Brasil e do mundo. Prepare um pacote completo, com tudo o que sabemos. Preciso também que prepare textos para postarmos no site.
- Mas assim que colocarmos as matérias no site os militares virão até aqui.
- Calma. Já previ isso, então só vou atualizar o site com essas informações às sete horas da manhã. Mesma hora em que irei mandar os e-mails para os veículos. Você não estará mais aqui, pois será questão de minutos para os militares virem para o jornal.
Observei nos olhos de Bernardo que ele não concordava com isso, mas que respeitaria minhas ordens. Sei o que estava fazendo, mas não havia outro jeito. Não posso envolver outras pessoas. Os militares irão procurar alguém para jogar a culpa.
Bernardo sai para produzir os textos. Começo a ligar para alguns companheiros do meu tempo de juventude, um período no qual militava na Pastoral da Juventude. Eles ficarão responsáveis por levar o povo à rua. É o único jeito de impedir o golpe. Pena que meus contatos abrangem apenas o estado de Santa Catarina, mas com certeza eles aumentarão o alerta para sua rede de amigos.
Textos prontos, e-mails e atualizações de site engatilhados. Tomo um drinque com Bernardo e o mando para a casa.
- A liberdade do povo e de expressão!
- A liberdade!

(Continua..)

O Golpe (Parte 6/8)

O relógio bate uma hora da manhã. Na redação só ficaram Sônia, Bernardo, os militares e eu. O celular de Souza toca. Será que eles descobriram a página? Espero aflito pela sua reação. Ele atende.
- Sargento Souza, boa noite. Como assim Senhor? (Ele me olha com malícia nos olhos). Certo senhor. Faremos isso agora mesmo. (Ao desligar o telefone ele berra ao companheiro) Marinho venha até aqui! Senhor Miguel, acabamos de receber a informação de que está tudo em ordem com o exemplar que irá para as bancas amanhã. Tenha uma boa noite. Vamos Marinho!
As suas últimas palavras quase me derrubaram, mas consegui me manter firme. Os militares saem da minha sala e então entram Sônia e Bernardo. Toca meu telefone e peço para que eles aguardem.
- Registro Alternativo, Miguel, boa noite. Não se preocupe Adão, você não vai ser responsabilizado por nada. Acalme-se homem. Eu sei com quem estamos se metendo. (Ele fala sem parar, não é por menos) Mas saiba que o que você fez foi certo. Sim, também acho melhor você sair da cidade por uns dias. Não, não se preocupe quanto a mim. Até logo e muito obrigado meu amigo.
Olho para os dois jornalistas na minha frente, eles estão apreensivos, repito quase as mesmas palavras que falei para Adão. Sônia aceita o conselho de sair da cidade, sua prioridade é a filha de três anos. Já Bernardo decidiu ficar e me ajudar no que mais eu precisasse. Não esperava outra atitude de um jovem, por isso o escolhi para me ajudar, sabia que ele se entregaria de corpo e alma a esta pauta.
Sozinho com Bernardo começo a falar sobre meus planos.
- Sente-se, vou lhe contar o que precisamos fazer.
- Você planeja algo maior que os textos então?
- Sim, pode ser tarde quando os jornais saírem, vou contatar algumas pessoas que conheço. Pessoas que participam de movimentos sociais. É preciso levar a população às ruas amanhã.
- Certo, e no que eu posso ajudar.

(Continua..)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sentimento de culpa

7 de setembro, dia de desfila, dia da independência, dia de grito dos excluídos para mim foi um dia de depressão e luta interior por meus princípios éticos.
A mais de seis anos, que todos o dia 7 de setembro em minha cidade ajudo a organizar o GRITO DOS EXCLUIDOS. Já fizemos atos louvados por todos, ganhemos respeito na cidade, em anos não tão fortes, em anos muito fortes. Entremos com caixão representando a corrupção, ocupamos o desfile no ano em que o secretario da educação não permitiu o grito desfila, entremos com faixas, mega fone, teatro... Enfim já quase todos os anos éramos a noticia após o “Desfile cívico”.
Este ano realizei uma batalha interior ao ser impedido de participar, sou educador social na cidade vizinha, e o projeto onde trabalho iria desfilar, sem muita opção todos os educadores tiveram que acompanhar o desfile, de camiseta, em fila e marchando(me neguei a marchar) e assim fomos passando em frente ao palanques cheio de uma corja de animais.

Durante todo o desfile minha vontade era sair correndo, levantar uma faixa e grita... Infelizmente nada fiz. Fiquei extremamente deprimido no momento em que encontrei alguns camaradas do PCB distribuindo manifesto em nome dos trabalhadores, fiquei com o coração na mão quando encontrei o Padre Bento com a camisa “CONTRA A REDUCAO DA MAIOR IDADE PENAL”. Senti-me impossibilitado e amarado ao sistema opressor, era eu parte deste sistema. Mesmo sabendo que as condições do sistema de assistência social tentam fazer o possível, mesmo sabendo que dou parte de mim para passar algo aos meus adolescentes e crianças em nome de um “outro mundo possível”.
Estava eu amarado, chorando por dentro, sofrendo em ser parte da “marcha”, sentia que eu era mais um boneco sem vida, e que o prefeito e todos mais olhavam La de cima e diziam: “quem manda aqui, nos ou o povo?”

Meu grito ficou preso na garganta. E isso dói, dói não poder gritar...
E este é meu maior medo, ficar impossibilitado de um dia gritar...
Muito penso disso tudo, penso em como, aceitei, penso em como me calei, penso em por que não perdi um dia de trabalho...

São as condições do sistema que te impedem de gritar, e o mais duro é você saber que deve e não poder.
Maldito sistema
E confesso que me senti fragilizado, impotente, infeliz... Sinto que trai o que acredito...
Fico triste... E peço desculpa a todos os companheiros por não estar naquele momento também na luta.


Rodrigo Szymanski

O Golpe (Parte 5/8)

Não posso usar o telefone e nem a minha sala, então utilizo o MSN na esperança de que Marinho não esteja fuçando os jornalistas com quem eu vou conversar.
Primeiro converso com Bernardo e Sônia, eles vão me ajudar a escrever a matéria. Em seguida com Gilberto, o diagramador, ele fará uma falsa página 4, 5 e 6, pois eu mesmo diagramarei as quem terão as matérias do golpe. Agora preciso falar com Adão, responsável pela impressão, ele vai imprimir alguns exemplares falsos, prevenindo no caso de os militares irem à gráfica averiguar o que esta saindo.
Tudo encaminhado. Agora preciso tomar alguma atitude para que as outras redações também façam essa cobertura. Mas como? Eles também devem estar sendo vigiados.
São quase 21 horas, horário em que envio algumas das manchetes para os jornais regionais e estaduais. Já sei o que fazer. Junto com as manchetes envio uma que não sairá amanhã, mas que fará os jornalistas entender que estamos cobrindo a pauta do golpe.
A IMPORTÂNCIA DO ANEL DE TUCUM PARA A SOCIEDADE
Espero que eles entendam. É claro que para um militar isso vai passar despercebido. Eles ainda ignoram a força desse anel durante os tempos de ditadura.
Tudo pronto. Sônia e Bernardo finalizaram seus textos e eu o meu. É claro que eles que tiveram que entrar em contato com o nosso amigo informante, já que minha sala era vigiada de perto. Também já diagramei o que faltava (Montei os textos na página do jornal). O próximo passo é enviar para o Adão as páginas. Ele já sabe o que fazer.
(Continua..)

Nosso Mundo [4]


domingo, 6 de setembro de 2009

O Golpe (Parte 4/8)

Leia antes os Capítulos 1, 2 e 3.
“Caro Miguel, segue os dados.
- O golpe será realizado amanhã, às 12 horas.
- Envolve militares, entre eles Exército, Marinha e Aeronáutica.
- Eles têm o apoio do presidente do STF que convenceu os outros ministros.
- Os soldados estão autorizados a usar a força.
- Tudo está autorizado por liminares do STF.
- Meu contato é 8776-3190
- O objetivo do golpe é derrubar todos os chefes de executivo, fechar o Senado, as Câmaras Municipais, Estaduais e Federal. Dando assim o poder na esfera nacional ao presidente do STF, Rubens Dergamethu, e nas outras esferas aos militares, que também controlariam o Senado e a Câmara Federal, composta exclusivamente por militares.
- O povo não saberia de nada até tudo estar no seu lugar, dando a chance de o novo governo plantar uma mentira para iludir a nação. O que planejam para fazer isso eu não sei.
Grato com sua atenção. Aguardo uma atitude de sua parte, a qual não obtive dos outros jornais. Sei que isso pode ser complicado a você, percebi que os militares já foram lhe visitar, mas não vejo outra alternativa para evitar este ultraje a nossa nação.”


Se tudo o que o ministro escreveu for verdade podemos estar perto de uma nova ditadura, mas dessa vez mascarada. Mas como farão isso? Bem teremos que descobrir. Preciso reunir um grupo para cobrir este assunto de uma forma silenciosa e sem que os militares descubram. Será difícil, mas sei exatamente o que fazer.

(Continua..)

E não ter a vergonha de ser feliz

Por que o tempo passa? Por que envelhecemos? Por que morrer? Por quê? Por quê? E por quê?

Passamos a vida inteira fazendo perguntas e na maior parte nem se quer vamos atrás de respostas. Ó vida!

Já dizia a música. Cantar e cantar e cantar. A beleza de ser. Um eterno aprendiz...* Eternamente perguntando, eternamente aprendemos, eternamente ficamos sem respostas. E com certeza, eternamente ficamos chateados. Mas chega de eternamente, pois ninguém é eterno, mas é a aí que mora a ironia.

Não temos a vida toda para correr atrás de respostas, então ficamos (in)satisfeitos com o que sabemos, sem jamais deixar de querer saber mais..

Viver! E não ter a vergonha. De ser feliz!*

*Música de Gonzaguinha – O que é, o que é?

O Golpe (Parte 3/8)

Leia antes o Capítulo 1 e o Capítulo 2.

Após uma pausa de olhares o militar me olha com certo sarcasmo e fala.
- Certo, mas por precaução, obtivemos esta liminar (O soldado alto me apresentou o documento) para manter dois vigilantes nesta redação, a fim de que esta mentira não seja motivo de problemas futuros com este jornal. Ficando claro esse ponto, deixarei aqui o soldado Marinho e o sargento Souza. Souza ficará em sua sala e vai instalar uma escuta em seu telefone para o caso do anônimo voltar a ligar. Marinho ficará passeando na redação a fim de conhecer melhor este trabalho, seu sonho é de ser um militar-jornalista.
Sabia que a posição dos dois era estratégica. Um evitaria que eu recebesse qualquer ligação e dessa forma me privaria de ordens para meus subordinados. O outro poria medo nos meus repórteres. Eles não diriam isso diretamente, mas todos entenderiam.
- Bem, se tratando de uma ordem judicial terei que acatar, mas deixo claro que acionarei imediatamente os advogados do jornal para tirar seus capachos de minha redação. A censura que isto significa é ultrajante.
- Senhor, queria deixar claro também, que a liminar impede o senhor de publicar qualquer informação sobre esta intervenção. O não cumprimento deste fator poderá ocasionar na sua prisão e em multa ao jornal. Isso era tudo, agora tenho outros jornais a visitar, boa noite.
Quando Souza começa a instalar a escuta e Marinho parte para a redação os repórteres começam a se agitar. A maior parte deles não gosta de militares.
- Amigos (Digo em voz alta para todos), hoje teremos a companhia de dois militares. Este é Souza, ele veio me assessorar com alguns futuros problemas em meu telefone. E este é Marinho, ele gostaria de conhecer um pouco da nossa profissão, então ficará conosco passeando pela redação. Peço que lhes deem a devida atenção.
Dizendo isso volto para minha sala, agora preciso esperar o e-mail e pensar em uma forma de despistar Souza.
Chega uma mensagem nova, justamente a que eu esperava.


(Continua..)

sábado, 5 de setembro de 2009

O Golpe (Parte 2/8)

Para ler o 1º Capítulo clique aqui ou leia mais abaixo.
Olho sério para os intrusos e antes que possam me dirigir a palavra eu o faço.
- Então, qual o motivo dessa visita? Estamos longe do 7 de setembro para termos militares marchando por aí.
- Escute bem senhor, isso aqui não é uma brincadeira. Temos um assunto sério para tratar com o senhor.
A forma rude e direta do baixinho me impressiona, mas pelo menos vejo em seus olhos de que não desconfiam da ligação que recebi e me avisava sobre o que eles queriam..
- Então, se é tão sério, sentem-se para conversarmos.
- Senhor..
- Miguel, por favor.
- Senhor (Repete fortemente), chegou aos nossos informantes que um anônimo vem ligando para as redações alarmando de um possível golpe militar no dia de amanhã. É claro que tal baixaria não passa de uma brincadeira sem graça e que põe em dúvida o nosso comprometimento com esta nação. Por isso, juntamente com meus companheiros, estamos visitando as redações para saber se este contato foi feito e também, quando o telefonema foi recebido, se foi possível identificar o anônimo.
- Para falar a verdade, recebi sim um telefonema assim há 15 minutos. Se viessem antes ainda o pegariam na linha, mas não costumo dar bola para esses trotes e desliguei. Sobre o anônimo posso lhe dizer que era homem e tinha a voz vibrante, nada mais.
O seu olhar sobre mim foi aterrorizante, nesse momento percebi o quão sério era o assunto e decidi que levaria a pauta adiante. Como vou fazer isso terei que descobrir mais tarde.
(Continua..)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Golpe (Parte 1/8)

Toca o telefone na redação. Atendo.
- Registro Alternativo, Miguel, boa noite.
- Vai haver um golpe amanhã!
Penso em desligar. Deve ser um trote. É comum recebermos ligações de todo o estado com informações escandalosas. Mas como o jornal está quase pronto e já defini as manchetes da edição que vai para cada catarinense amanhã decido continuar a conversa.
- Com quem estou falando?
- Não posso dizer meu nome, seria preso por isso. Mas te afirmo e garanto que os militares, com o apoio do Supremo Tribunal Federal, vão promover um golpe amanhã, tudo esta sendo feito silenciosamente. Amanhã, cada chefe de executivo será anulado e um militar será colocado em seu lugar. Isso vai acontecer no Brasil inteiro.
- Certo. Me diga como isso é possível e como você saberia disso?
- Porque fui o único ministro que não aceitou isso. Miguel entenda bem, já liguei para outras redações, mas não acreditaram em mim. Estou sendo ameaçado por não aprovar isso. Tive que tirar minha família do país.
A porta do meu escritório abre. Três militares entram. Um alto e magro, um mediano e careca, outro baixinho e com um tom mais severo.
- Mas o que é isso? (Grito com minha secretária) Como entram assim em minha sala.
- Não precisamos de autorização para entrar aqui. (Rebate o baixinho, que deve ser o militar de maior cargo entre os três).
Nessa hora vejo que o telefonema era verdadeiro. Lembro que ele ainda está na linha. Penso rápido e volto ao meu contato anônimo.
- Senhor. Entendo a preocupação com o seu filho e como forma de ajudar a achá-lo, peço que me envie mais informações sobre ele com todos os detalhes. Mande tudo para o e-mail
editorchefe@registroalternativo.com.br junto com seu telefone para que eu poça contatar o senhor, no caso de precisar de mais detalhes. Um forte abraço e lhe desejo muita sorte. Garanto que sua família poderá se unir mais uma vez em breve.
O que será que os militares vieram fazer aqui? Desligo o telefone com um certo receio de que os militares possam ter desconfiado de alguma coisa.

(Continua..)

Pôr do Sol em Brasilia

Não é meu tipo de post neste Blog, mas está valendo.


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Características

De todas as minhas características tenho uma que se destaca involuntariamente. Não, não é a chatice, mas pode ser confundida, pois ela perturba a várias pessoas, mas muito me agrada.
É através desta que vejo a vida, que desenvolvo meu ponto de vista, minha opinião. Ela me faz ver a vida de formas diferentes, digo, de uma forma não convencional.
Chamo-a de “A arte de sempre questionar”. Claro que isso às vezes me incomoda, porque ela me torna muito crítico ao que me mostram e também ao que enxergo.
Pelo lado das coisas que vejo de uma forma diferente esta característica chega perto de um dom - mesmo não acreditando em dons. Pois enquanto as pessoas só conseguem ver com preconceito um cego formado em medicina e realizando operações, eu vejo nele um excelente profissional e confiaria nele plenamente. Para um cego se tornar médico e realizar operações ele deve ser muito bom!
Já a parte crítica me dá muito trabalho e estresse. Questiono a tudo, até as coisas que dão certo e isso, é claro, incomoda as pessoas. Imagine questionar um desconhecido sobre sua forma de pensar? Não faço isso por desrespeito. É apenas uma característica minha.
Uma característica que me ajuda principalmente a resolver problemas. Ela me faz pensar nas mais absurdas soluções e maneiras para fazer tudo. Alguns chamam de criatividade, mas prefiro continuar chamando de questionamento.
Gosto de lembrar que o saber questionar é um dever, embora muitos não o exijam, mas deveriam.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Nosso Mundo [3]







amizades e Amizades

A amizade é um sentimento bizarro. Podemos viver nossos melhores momentos juntos em um dia e no seguinte sermos completamente desconhecidos. Trocamos confidências com pessoas que amanhã podem estar jogando neste tabuleiro da vida contra nós. Mas mesmo assim confiamos e jamais paramos de confiar, de criar amizades, de ter amigos. Um ciclo que vai, mas nem sempre volta. Criamos amigos de um momento, de um mês, até mesmo de anos, mas sempre, em algum momento eles se vão. Alguns voltam e com eles sua amizade. Outros não retornam. Alguns voltam, mas se tornam completos desconhecidos. Há aqueles ainda que jamais saíram do nosso lado, entretanto chega um dia em que percebemos que eles se tornaram estranhos. Me pergunto se há aqueles que jamais sairão do nosso lado, pelos menos de espírito, mas essa resposta só terei tarde de mais, quando o rei que cuida habita minha alma tiver recebido um xeque-mate.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Breves Linhas [7]

É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas a graça das graças é não desistir nunca. (Dom Hélder Câmara)

Mentira ou não?

Na verdade, a verdade não existe. Às vezes acredito que nada existe, que todos mentem, não por gostarem de mentir, mais por não gostarem da verdade. Perceba você que agora Le isso, talvez tudo possa não passar de uma mentira que inventei e a verdade existir. Ou então você ser a mentira, é talvez você seja uma mentira, que pensa que esta lendo isso, mais não esta. Talvez você nem exista. Já pensou nisso?Você pode ser somente um sonho, ou uma mentira que alguém contou.Já sei o que você esta pensando, “ah, não é assim, muitas coisas são verdadeiras”. É isso que você pensa. Muito pior, é isso que eu e você pensamos.

Mais calma ai, não se desespere, não procure ainda no Orkut da sua namora(o) para saber com quem ela(e) esta te traindo, talvez ela(e) ate te ame. Mais cuidado, o amor pode ser uma grande mentira. Não, não, calma ai eu acredito sim no amor, não precisa se matar ainda, por descobrir que o amor seu não deu certo.

O que você tem que perceber, é que existe um mundo muito maior, existem algumas bilhões de pessoas neste mundo(não sei quantas pessoas existem), e você vai chorar por que aquele(a) “babaca” te deixou? Para ne ? Ei você não é mais um adolescentes mimadinho, ou é?

O segredo que você tem que aprende é... Talvez por você já ter chorado por uma pessoa insignificante que nem gostava de você. Eu não devo lhe contar nem um segredo. Vai sai daqui sai, vai La ler um livro do Paulo coelho, ou qualquer coisa de auto-ajuda. Se você pensa que eu só um auto-ajudeiro, eu não o sou. Talvez devesse ser pastor? Ou psicólogo (não, não já tenho uma amiga psicóloga desempregada, e olha que tem tanta gente chorando), você me deu uma idéia, vou sugerir uma parceria, uma clinica de auto-ajuda. Péssima idéia. Mais ta deixa pra La, vamos falar do segredo que ia lhe contar, o negocio é o seguinte.

O segredo é cuidado, o amor ou a paixão pode cegar. Talvez você seja a única pessoa que ama, e ai meu, minha amigo(a) se F****, então preste a atenção, ou você encontra a pessoa certa que gosta de você como você gosta dela, e seja feliz. Ou goste de quem não gosta de você e seja um idiota pro resto da vida (idiota pra não dizer corno). E se acabar, não chore, agradeça aos céus e procure sem pressa na multidão o seu verdadeiro amor(isso se existir um).

Mais o mais importante, tudo isso pode ser uma grande mentira, você pode ser uma grande mentira, seu amor pode ser uma grande mentira, o mundo pode ser uma grande mentira, ou não.

Rodrigo Szymanski

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Desânimo, Animação

É amargo não sentir vida. É doloroso não se ver no espelho.
Olhos que não enxergam.
Mente que não se abre.
Corpo que não consegue andar.
Andamos como fantasmas. Nada tocamos, nada mudamos.
Mortos. Vivos.
Fantasmas.
Buscamos uma luz, um caminho.
Mas não há luz.
Mas há um caminho.
É preciso cheirar as flores. É necessário ter amor próprio.


domingo, 30 de agosto de 2009

Passageiro de ilusão

Um triste sorriso. Não simples, mas complexo. Vi através da janela do carro aquela garotinha com um triste e complexo sorriso. A princípio não entendi o seu significado. Mais em frente eu entendi.
Ela trazia nos olhos um sentimento de amargura, talvez estivesse há algum tempo sem comer. Sua roupa rasgada e suja indicava muito bem que se tratava de uma criança muito pobre. E lá estava ela, sozinha, triste, cabisbaixa.
Não trazia orgulho e nem lembranças contentes em sua expressão, estava sozinha. Parecia que eu podia vê-la chorar, sim, agora me parece isso, mas ela não chorava. Ela era alheia a tudo ao se redor.
Que tristeza aquela. Bem, agora é melhor pensar em coisas boas, já que aquilo não tem nada haver comigo.
Triste!

Triste quem pensa assim..

sábado, 29 de agosto de 2009

Futuro perfeito

Como seria o mundo se não houvesse guerras, inimigos, assassinatos, roubos? Um local onde as pessoas pudessem caminha tranquilas na rua. Uma vida de paz, amor e carinho. As pessoas viveriam em harmonia entre si e com a natureza. Nesse mundo nenhuma árvore seria tombada sem uma boa razão, nenhum homem morreria se não fosse por algum acidente ou morte natural.
Seria magnífico. Sonho que um dia isso possa ser real. Sonho em ver esse dia.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Momentos

Rindo.
Chorando.
Rindo e chorando.
Isso é felicidade!

Sonho material

Em busca da perfeição cada ser humano segue sua vida. Na vida criam um mundo encantado de ilusões, baseado em contos de fadas imaginário. Especificamente neste sistema opressor, que faz dos sonhos uma fabrica de mentiras reproduzidas em papel moeda. Tudo esta evolvido pela redoma de cristal chamado, consumismo. À noite ao se deitar não pensam no amanha, pensam no como comprar, em onde comprar. Quando vão à universidade, não buscam o saber, buscam o ter, o aprender a explorar, ou pior, aprender em como ser explorado. Buscam uma casa, um carro, um cachorro. Esquecem da busca pela felicidade. Do amor constante e intenso, fazem dos relacionamentos mera mercadoria de troca por status. Tudo esta ligado ao ter e ter mais. Esquecem de viver, esquecem do melhor, esquecem do outro, esquecem da vida comunitária, esquecem que para alguns “ter” outros não “terão”. Cada sonho-consumo uma nova morte, um prato a menos de comida, uma morte a mais pelo sistema que oprimi. E seguem suas vidas sem culpa, sem remorso, sem a perfeição que não será alcançada.

Rodigo Szymanski

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Monografia [2]

27.8.9 - Ufa!

Acho que me assustei com pouco, o pré-projeto não era tão difícil assim. Descobri que o mais difícil eu tive facilidade - o problema. O resto foi simples, até mesmo a justificativa que eu imaginava que seria um carma. É claro que tive uma pequena grande ajuda. Coloquei meu tema a disposição no seminário de pré-projeto e a professora exemplificou os detalhes para todos a partir do meu tema, que agora é “A recepção dos estudantes de Letras à editoria de política na mídia impressa”. Simples não. Bem, talvez não, o trabalho está apenas começando e começo a descobrir que terei que aprender teorias que nunca tinha falado. Como disse minha orientadora “Pensar dói”.

Homens e Mulheres

Creio que se há algo neste mundo que gere discussão seja sobre o homem e a mulher. De um lado as mulheres buscam entender os homens, algumas julgam que é fácil entender, pois o homem é bem simples, mas muitas vivem buscando entender este ser tão complicado. Entretanto, complicado mesmo é o que o homem pensa sobre a cabeça da mulher, poucos tem a coragem de dizer que entendem este ser, a maior parte são boêmios sem par.
Simples? Complicados? Bem, se eu soubesse e se entendesse a cabeça das mulheres então estaria pondo um ponto final nessa assunto. Na verdade, não entendo nem a dos homens.
Somos todos muitos parecidos e por isso mesmo muito diferente. Por levar em conta nossas semelhanças acabamos esperando determinadas atitudes, mas esquecemos que junto às semelhanças há as diferenças e tudo sai fora de controle. Então dizemos “não entendo a cabeça desta pessoa”. Muitas vezes não é para entender mesmo. É para conviver. Para se surpreender.
Qual seria a graça se acontecesse tudo como esperamos? A vida é uma caixinha de surpresas, diz o clichê. E é por causa desta contínua surpresa que vivemos. Ansiosos por saber o que irá acontecer depois e depois. É assim que homem e mulher vivem felizes. É assim que somos felizes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Breves Linhas [6]

Se o amor é para tolos, então que me nomeiem Rei dos Tolos.

Necessidade

É preciso Mudar...
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.
.
.
.
Penso, e não consigo pensar
Na arte do ver, do crer
Não consigo pensar
Sei do que necessito, não o que quero
O que quero?
.
.
.
.
.
É preciso pensar...